Zema propõe novas regras para Bolsa Família e defende diferenças para homens e mulheres
Ex-governador de Minas sugere condicionar benefício à conclusão dos estudos para homens e criar incentivo financeiro para quem conseguir emprego com carteira assinada

O ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato a presidência da república, Romeu Zema (Novo), defendeu mudanças nas regras de programas de transferência de renda e propôs a adoção de exigências diferentes para homens e mulheres beneficiários. Durante evento da Confederação Nacional da Indústria, nesta segunda-feira (22), em Brasília, Zema afirmou que pretende estimular a qualificação profissional e a entrada no mercado formal de trabalho, especialmente entre homens jovens que recebem benefícios sociais.
Segundo o governador, beneficiários do sexo masculino que não concluíram o ensino fundamental ou médio deveriam ser incentivados a retomar os estudos como condição para permanência em programas de assistência.
Diferença entre homens e mulheres
Ao apresentar a proposta, Zema argumentou que homens e mulheres enfrentam realidades distintas no ambiente familiar e no mercado de trabalho. Segundo ele, mulheres costumam acumular responsabilidades relacionadas aos cuidados com os filhos e com a administração da casa, o que justificaria um tratamento diferenciado nas políticas públicas.
Por outro lado, o governador afirmou que muitos homens em idade produtiva estariam deixando de buscar empregos formais por se sentirem seguros com a renda garantida pelos programas sociais.
Além da exigência de qualificação, Zema também defendeu a criação de incentivos para quem deixar os programas sociais e ingressar no mercado formal. A proposta apresentada pelo governador prevê o pagamento de um bônus de 5 mil reais para beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada. Segundo ele, a medida serviria para compensar a transição entre o recebimento do benefício e a obtenção de renda própria por meio do trabalho formal.
Durante a entrevista, Zema afirmou que o modelo atual de assistência social favorece a permanência de algumas pessoas fora do mercado formal de trabalho. O governador argumentou que a falta de qualificação profissional pode dificultar a inserção dessas pessoas em atividades que exigem maior conhecimento técnico e tecnológico.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



