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Adversários querem judicializar candidatura de Cleitinho e advogado rebate: ‘criando polêmica'

Segundo Raimundo Cândido Júnior a ata foi registrada de acordo com legislação e não há jurisprudência contrária

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O Senador Cleitinho (Republicanos-MG)
O Senador Cleitinho (Republicanos-MG) • Waldemir Barreto/Agência Senado

O advogado do Republicanos, Raimundo Cândido Júnior, nega que haja fragilidade jurídica na chapa majoritária do partido. Nos bastidores, adversários do senador Cleitinho (Republicanos) avaliam recorrer à justiça alegando que a legenda não poderia ter registrado em ata uma chapa com os nomes de governador, vice e senadores em aberto.

Uma tese jurídica cogitada é que a sigla criou uma expectativa de que Cleitinho fosse candidato sem haver um acordo entre o senador e o comando nacional da legenda.

Segundo o advogado da legenda, estão criando polêmica onde não tem. “O registro é 15 de agosto. Até 5 de agosto é data para o partido decidir se tem majoritária ou não, mas não tem necessariamente que indicar candidato. A convenção delegou à Executiva”, explicou.

Raimundo Candidato Júnior também explicou que a ata tem um elemento a mais, mesmo sem exigência legal. ”O partido expressou em ata a intenção de ter Cleitinho como candidato, a depender da situação pessoal dele”, completou o advogado.

Sobre a judicialização, o jurista afirma que essa é uma questão pacificada nos tribunais superiores. “A jurisprudência da justiça eleitoral, tanto no TSE quanto no TRE de Minas, é pacífica no sentido de que a convenção delegando poderes para executiva estadual, ela tem até o dia 15, que é o último dia do prazo para o registro de candidatura, para apresentar seus nomes. E ela entende que a convenção e os atos das convenções são matéria interna corporis. Então não há qualquer dúvida ou litígio jurídico acerca da candidatura do Cleitinho. O que há, na verdade, é um debate político para desgastar a imagem do senador e do candidato”, afirmou Raimundo Cândido Júnior.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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