Viana pede abertura de CPMI para investigar Lulinha e diz que PGR tenta blindar investigação
Senador afirmou que investigação não pode ser adiada pelo período eleitoral e afirmou que há tentativa de tirar o caso do ministro André Mendonça

O senador Carlos Viana (PSD) apresentou, na manhã desta quinta-feira (20), um pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) para investigar as relações do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com lobistas que teriam atuado para conseguir contratos no governo federal.
“Dei entrada em um pedido de CPMI, espero que a Câmara dos Deputados também participe dessa investigação, para esclarecer os detalhes sobre tráfico de influência e crime de responsabilidade por corrupção que estão sendo denunciados junto ao Ministério da Saúde, com dinheiro do SUS, envolvendo o filho do presidente da República, o senhor Lulinha, a senhora Roberta Luchsinger, e um dos braços direitos do presidente Lula, que trabalhava na antessala do presidente no Planalto”, afirmou Viana.
O senador fez duras críticas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que nesta quinta-feira (20), pediu que o caso fosse remetido à Primeira Instância da Justiça brasileira, uma vez que não envolve até o momento nenhuma autoridade com prerrogativa de função.
“Há uma tentativa clara de se blindar as investigações mais uma vez. Querem impedir a população brasileira de conhecer essa história. São contratos de milhões de reais fraudulentos. Nós temos a PGR tentando levar o inquérito para a primeira instância, o que vai atrasar a investigação, nós temos uma direção-geral da PF que está sob suspeita de trocar as equipes da investigação e uma tentativa de tirar o ministro André Mendonça do caso. O parlamento tem que fazer a sua parte. Uma CPI pelo Senado ou uma CPMI é obrigação”, continuou Viana.
Questionado sobre a viabilidade da criação de uma CPMI durante o período eleitoral, quando a maioria dos deputados e senadores estão em suas bases eleitorais, Viana afirmou que não é possível adiar essa investigação. O próprio Viana tenta se reeleger ao Senado Federal.
“É uma necessidade. Independentemente das eleições, não podemos deixar denúncias tão graves como essa caiam no esquecimento ou que sejam blindadas. Quando conseguimos quebrar o sigilo (do Lulinha), quase fui agredido na sessão pela base do governo. Aí veio uma decisão política do STF para não deixarmos avançar. Uma decisão que até hoje não teve seu mérito julgado”, disse o parlamentar.
Para formalizar o pedido de uma CPMI é preciso a assinatura de pelo menos um terço dos membros da Câmara dos Deputados (171 assinaturas) e do Senado Federal (27 assinaturas).
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.




