Após criticar financiamento público de campanha, Zema recebe R$ 1,75 milhão do fundo partidário
O ex-governador de Minas Gerais já afirmou ser um 'absurdo' o uso de dinheiro público com as eleições

Crítico do financiamento público de campanhas, o ex-governador de Minas Gerais e candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), recebeu R$ 1,75 milhão do fundo partidário para sua empreitada eleitoral.
Os pagamentos, da direção nacional do Novo, foram divididos em dois – um inicial de R$ 750 mil, em 10 de agosto, e outro de R$ 1 milhão, do dia 14 do mesmo mês. Em despesas, o candidato já despendeu R$ 350 mil em assessoria de marketing político, além de outros pequenos gastos que somam R$ 5. Nada foi devolvido por Romeu Zema.
Em março deste ano, Zema afirmou que queria mostrar ser um candidato que “não tem o rabo preso” e fez críticas ao financiamento de partidos e campanhas. “Eu acho um absurdo o Brasil gastar R$ 6, R$ 7 bilhões por ano com o fundo partidário e o fundo eleitoral”, declarou.
Os dados estão disponíveis no sistema de divulgação de contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os dados das campanhas podem ser atualizados conforme novos recursos sejam arrecadados e declarados à Justiça Eleitoral. Além das doações de pessoas físicas, candidatos podem receber recursos de fontes permitidas pela legislação, como o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral.
A reportagem procurou a campanha de Romeu Zema para comentar o assunto, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



