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TSE terá de decidir situação de Garotinho, Deltan e Dr. Furlan após o primeiro turno

Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta semana julgamentos que podem alterar a validade dos votos recebidos por candidatos ao governo do Rio de Janeiro, ao Senado pelo Paraná e ao governo do Amapá

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Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Corte registra mais de mil candidaturas indeferidas nas eleições de 2026.
Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Corte registra mais de mil candidaturas indeferidas nas eleições de 2026. • LR Moreira/Secom/TSE

Encerrado o primeiro turno das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá pela frente uma série de julgamentos que podem impactar o resultado das urnas em alguns estados. Entre os principais casos pendentes estão os registros de candidatura de Anthony Garotinho (MDB), que disputa o governo do Rio de Janeiro, de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, e de Dr. Furlan (PSD), candidato ao governo do Amapá.

Os três processos chegaram ao dia da votação sem decisão definitiva do plenário da Corte e deverão voltar à pauta nas próximas sessões do TSE.

No Rio de Janeiro, Anthony Garotinho disputou a eleição com o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Por isso, os votos recebidos por ele ficaram classificados como anulados sub judice, ou seja, permanecem armazenados, mas só poderão ser confirmados caso o TSE reverta a decisão.

A análise do plenário poderá influenciar diretamente a composição da disputa pelo governo fluminense, inclusive quanto à necessidade ou não de realização de segundo turno.

Deltan teve registro restabelecido no dia da eleição

Outro processo que permanece pendente envolve o ex-procurador Deltan Dallagnol. Na véspera da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou o indeferimento do registro de candidatura ao Senado e estabeleceu que os votos recebidos fossem considerados nulos.

Na manhã deste domingo, entretanto, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão. Segundo o magistrado, uma decisão individual não poderia produzir efeitos definitivos sobre uma candidatura antes da manifestação do plenário. Com isso, Deltan participou normalmente da eleição e seus votos passaram a ser contabilizados.

Apesar da decisão, o mérito do processo ainda será analisado pelos ministros do TSE. A controvérsia envolve os efeitos da cassação do mandato de deputado federal de Deltan, determinada pela própria Corte em 2023, sobre sua atual candidatura ao Senado.

A sequência de decisões também gerou desconforto interno na Justiça Eleitoral, já que dois ministros adotaram entendimentos distintos em menos de 24 horas.

Julgamento de Dr. Furlan foi interrompido

No Amapá, o registro de candidatura do prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan, também segue indefinido. O julgamento começou no dia 24 de setembro, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro André Mendonça.

Até o momento, apenas o relator do caso, ministro Dias Toffoli, apresentou voto, defendendo o indeferimento da candidatura.

A discussão gira em torno da renúncia de Furlan ao cargo de prefeito. Para os autores da ação, ele teria deixado o mandato para evitar um processo político-administrativo que poderia resultar em cassação. Já o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá entendeu que a saída ocorreu apenas para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar o governo estadual.

Sem decisão definitiva, Furlan concorreu com o registro considerado deferido em prazo recursal ou com recurso, conforme consta no sistema do próprio TSE.

Julgamentos continuam nesta semana

Os três casos deverão voltar à pauta do Tribunal Superior Eleitoral nos próximos dias.

A primeira sessão plenária após o primeiro turno está marcada para terça-feira (6). Também estão previstas sessões nos dias 8, 13, 15, 20, 22 e 27 de outubro, período em que a Corte deverá concluir os julgamentos que podem alterar a situação jurídica de candidaturas e a validade dos votos registrados nas urnas.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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