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TSE manda investigar rede de ‘collabs’ ligada à campanha de Flávio Bolsonaro

Além da suspeita de propaganda irregular, a investigação inclui articulação na repetição de links de venda em diferentes contas para venda de produtos de campanha

PorBrasília
Flávio Bolsonaro abre campanha em Copacabana com trio elétrico e aposta em reduto bolsonarista • Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta terça-feira (22), o prosseguimento de uma ação investigativa sobre um suposto abuso dos poderes econômico e político e uso indevido das redes sociais, como Instagram, por meio de uma rede coordenada de publicações.

O autor do processo foi a Coligação Brasil Pronto pra Mais, apoiadora da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra o seu adversário na disputa à presidência Flávio Bolsonaro e o vice Alfredo Gaspar, ambos do Partido Liberal (PL), e o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

Os autores pedem que no julgamento definitivo haja a cassação dos registros de candidatura dos investigados e a declaração de inelegibilidade por oito anos daqueles que forem considerados responsáveis pelas irregularidades. A decisão depende da análise do ministro em julgamento após a apresentação dos resultados da investigação.

Segundo o documento, a estratégia é usar o recurso conhecido como “collab”, que permite que uma mesma publicação apareça simultaneamente nos perfis de diferentes usuários para produzir “resultado material do impulsionamento, sem contratação, sem identificação de responsável, sem registro contábil e sem fiscalização”.

Junto ao processo, foi entregue um relatório ao TSE que identificou, até o dia 17 de setembro, 1.826 collabs envolvendo 492 perfis, com uma soma de 147,3 milhões de seguidores, com diferentes características de públicos.

Repetição de links em diferentes contas tem indícios de articulação

A investigação também envolve a divulgação de produtos relacionados à campanha em diferentes contas. Ao analisar o pedido, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou que a repetição dos mesmos links em diferentes contas apresenta indícios de articulação.

Foram 12 perfis, que somam mais de 10 milhões de seguidores, divulgando links para produtos vendidos pela loja Bella Chic Store na Shopee.

“A coincidência de um único link em contas que se apresentam como independentes não se explica por atuação espontânea”, escreveu.

Na decisão, o corregedor determinou que a Meta preserve os registros e metadados das publicações e forneça informações para identificar os responsáveis por determinados perfis, além de suspender a divulgação dos links de venda apontados no processo. Já a Shopee terá de informar quem são os responsáveis pela Bella Chic Store e os titulares associados aos links investigados.

As empresas têm 48 horas para cumprir as determinações, sob multa diária de R$ 50 mil. O ministro ressaltou que que seis páginas mapeadas ficaram indisponíveis entre 9 e 17 de setembro e isso oferece "risco concreto" à investigação.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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