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TSE: entenda quais são as ações nas redes de combate à desinformação digital nas eleições

Medidas incluem alertas, bots oficiais, páginas informativas, ferramentas para denúncias de conteúdos que possam violar regras eleitorais e transparência para publicidade eleitoral

PorBrasília
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TSE mantém limites de gastos de campanha das eleições de 2022 para o pleito deste ano • Amanda Carvalho/Itatiaia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parceria com seis plataformas digitais e o Google para realizar ações conjuntas de enfrentamento à desinformação durante as eleições deste ano. A iniciativa prevê medidas específicas, adaptadas às tecnologias e aos formatos de cada empresa, para ampliar o acesso dos eleitores às informações oficiais da Justiça Eleitoral.

Os acordos foram assinados na terça-feira (28), no âmbito do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral. As parcerias envolvem LinkedIn, X (antigo Twitter), TikTok, Kwai, Telegram, Meta (responsável por Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp) e Google.

Medidas previstas

Cada plataforma adotará ações específicas para apoiar a divulgação de informações oficiais do TSE:

  • Telegram: utilização da Application Programming Interface (API) para criar um bot oficial do TSE com interações automatizadas;
  • WhatsApp: criação de um canal oficial de atendimento por meio da plataforma WhatsApp Business;
  • X: exibição de mensagens na página inicial ou nos resultados de buscas relacionadas às eleições para direcionar os usuários ao perfil oficial da Justiça Eleitoral. A plataforma também disponibilizará um endereço de e-mail exclusivo para denúncias;
  • Facebook e Instagram: implementação da ferramenta Megafone, que permitirá ao TSE divulgar mensagens oficiais sobre a organização das eleições;
  • TikTok: criação do Centro de Informações Eleições 2026, que utilizará a "Etiqueta de Eleição" para direcionar os usuários a uma página com conteúdos educativos e informações oficiais sobre o processo eleitoral. A plataforma também dará apoio operacional às transmissões ao vivo de eventos promovidos pelo TSE;
  • LinkedIn: criação da página "Notícias – Informações sobre as Eleições Gerais 2026", que reunirá conteúdos oficiais sobre o processo eleitoral conforme o tema ganhar destaque na plataforma;
  • Kwai: criação de uma página inicial dedicada aos conteúdos do TSE, que será exibida aos usuários durante os períodos definidos pelo tribunal e também nas pesquisas por termos relacionados às eleições.

Denúncias e transparência

Todas as plataformas disponibilizarão um canal de comunicação direto com o TSE para o envio de denúncias sobre conteúdos que possam violar as políticas de uso das plataformas ou a legislação eleitoral.

Além disso, Google e Meta passarão a integrar o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), que receberá e analisará denúncias sobre conteúdos publicados na internet. As comunicações deverão informar o endereço eletrônico do conteúdo apontado como irregular, que será avaliado conforme as políticas de cada empresa.

A Meta também disponibilizará a Biblioteca de Anúncios, ferramenta que permitirá aos usuários consultar propagandas veiculadas em suas plataformas nos últimos sete anos. O acervo trará informações como conteúdo do anúncio, período de exibição, anunciante, alcance, segmentação do público, valores investidos e entidades financiadoras.

Capacitação

A Escola Judiciária Eleitoral (EJE), em parceria com as plataformas, promoverá cursos e seminários para servidores da Justiça Eleitoral, magistrados, partidos políticos, organizações de checagem de fatos e instituições de pesquisa.

Os encontros terão como objetivo apresentar boas práticas de uso das plataformas digitais e orientar os participantes sobre procedimentos relacionados ao cumprimento de decisões judiciais.

As medidas foram definidas após reunião realizada em 16 de julho, em Brasília, entre o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e representantes das plataformas digitais. O encontro resultou na adoção das iniciativas para combater a desinformação e ampliar a divulgação de informações oficiais durante o processo eleitoral.

Por

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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