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Ministro Gilmar Mendes, do STF, reforça pedido por acesso a dados do celular de Daniel Vorcaro

Magistrado busca verificar a integralidade e o contexto das informações, que estão lacradas no gabinete do ministro André Mendonça

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Gilmar Mendes, decano do STF
Gilmar Mendes, decano do STF • Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou neste domingo (13) o pedido para ter acesso à cópia dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O magistrado busca verificar a integralidade e o contexto das informações, que estão lacradas no gabinete do ministro André Mendonça.

O ministro já havia feito a solicitação na última sexta-feira (11) e se juntou aos pedidos dos ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Para eles, a cópia de segurança que está lacrada no gabinete de André Mendonça deveria ser compartilhada com os demais ministros do STF.

Em seu pedido, o ministro Gilmar Mendes justificou a necessidade de acesso: “Sem a verificação da mídia que se encontra no Gabinete do Ministro André Mendonça há mais de seis meses, não há como identificar omissões, obscuridades ou contradições no relatório, nem aferir a integralidade do que foi recuperado, o contexto das mensagens ou a representatividade da seleção. A não disponibilização desses dados transforma as prerrogativas dos arts. 181 e 182 do CPP em formalidade vazia e reduz os demais julgadores à condição de espectadores do trabalho desenvolvido pelo Relator e pela Polícia Federal”.

Anteriormente, o ministro André Mendonça informou que o aparelho original permanece sob custódia da Polícia Federal (PF) e que seu gabinete recebeu apenas uma cópia de segurança dos dados. O material, armazenado em um HD criptografado e entregue em envelope lacrado, segue, segundo ele, “lacrado e intocado”. Mendonça já havia dito que abrir o celular de Vorcaro poderia ameaçar a investigação.

Ainda neste domingo (13), o ministro Zanin determinou que a Polícia Federal entregasse a cópia dos dados ao seu gabinete até as 23h. A ordem do ministro Zanin para que a PF entregasse os dados ocorreu após a corporação informar ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que tem condições de fornecer aos ministros cópias idênticas do material, sem prejuízo à cadeia de custódia.

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