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TCE apura possível beneficiamento fiscal de empresas ligadas a Vorcaro em Minas Gerais

Unidade Técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) apura informações a partir de um requerimento aberto pelo deputado estadual Professor Cleiton (PV)

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Vorcaro, artífice da maior fraude financeira da história do Brasil, entra também nas apurações do TCE • Reprodução / Redes Sociais.

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) apura a possível concessão de isenções fiscais a empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, por parte do Governo de Minas. A medida é oriunda do pedido de providências protocolado pelo deputado estadual Professor Cleiton (PV) em maio na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

Em nota enviada à reportagem, o tribunal informou que o requerimento foi encaminhado à Unidade Técnica do TCE para a realização de estudos e levantamentos preliminares sobre o assunto.

 

Enquanto as análises estão sendo feitas, informações não podem ser publicizadas, sob risco de impactar as atividades fiscalizatórias do tribunal, salienta a nota.

 

De acordo com o noticiado à época pela Itatiaia, o parlamentar solicitou transparência à possível concessão de regimes especiais de tributação e isenções fiscais a empresas ligadas a Vorcaro.

 

No pedido, Cleiton pediu uma apuração minuciosa sobre eventuais benefícios concedidos às empresas Asset Energy Holding LTDA, Infrasolar Holding LTDA, Green Investimentos SA, Green Energy e GE Energia Renovável LTDA. O pedido estende-se a todas as empresas que possuam como sócios Felipe Vorcaro, Henrique Vorcaro e Daniel Vorcaro.

 

Um dos objetivos do pedido de providências protocolado pelo deputado é a demanda pelo cruzamento de dados entre os beneficiários das isenções e os doadores das campanhas dos então governador Romeu Zema (Novo) e vice-governador Mateus Simões (PSD), e seus respectivos partidos.

 

A renúncia fiscal total no Governo Zema saltou de R$ 6 bilhões em 2019 para R$22,4 bilhões em 2025. Aumentando ano a ano, a soma dos valores que o estado deixou de arrecadar entre 2019 e 2026 chega a R$ 129,6 bilhões.

 

O regime especial de tributação é um benefício fiscal concedido a empresas como forma de atrair investimentos. Ao oferecer uma carga menor de impostos, um estado pode tentar se sobressair em relação a outros para garantir a instalação de empresas em seu território.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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