Senado avalia hoje indicação de Gabriel Galípolo para presidência do Banco Central
Diretor de Política Monetária do BC é o nome escolhido pelo presidente Lula para substituir Roberto Campos Neto; taxa de juros será um dos desafios do novo indicado

Os senadores analisam nesta terça-feira (08) a indicação de Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária do Banco Central, para assumir a presidência da instituição a partir de janeiro de 2025. A expectativa é de que a aprovação do nome seja feita de forma tranquila, com ampla aceitação entre os senadores e respaldo do mercado financeiro.
Caso tenha seu nome aprovado na CAE, a indicação segue para o plenário do Senado, podendo ser votada ainda nesta terça-feira. Para aprovação é preciso maioria simples, com 41 votos favoráveis dos 81 senadores.
Expectativas sobre Galipolo
O futuro presidente do BC tem atraído a atenção do mercado financeiro devido a suas declarações que sinalizam um possível novo ciclo de aumento da taxa de juros. Desde maio, a Selic estava fixada em 10,5% ao ano, mas na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em setembro, houve um ajuste, elevando a taxa para 10,75%.
Durante o período que antecedeu essa reunião, Galípolo enfatizou, em diversas ocasiões, que um aumento da Selic estava em discussão e que a medida seria adotada sem hesitação se necessário para manter a inflação dentro da meta estabelecida.
A votação no Senado é aguardada com expectativa, já que o desempenho de Galípolo à frente do BC será crucial para os rumos da política monetária brasileira, alvo de discordância entre a equipe econômica do Governo Federal e a instituição autônoma, até então comandada por Campos Neto.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



