Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, rebate críticas de Lula: 'ladrão da esperança'
Resposta a Lula ocorreu horas depois do presidente culpabilizar a oposição no Senado por trabalhar contra a aprovação da PEC pelo fim da escala 6x1

O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), rebateu, também de forma virtual, as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6x1. Em uma publicação nas redes sociais, o senador chamou o petista de “mal-intencionado” e classificou a proposta como o “golpe da picanha 2”, se referindo a uma promessa de campanha do petista na eleição de 2022.
A manifestação ocorre após Lula responsabilizar a oposição pelo adiamento da votação da PEC no plenário do Senado e direcionar as críticas principalmente a Marinho, que coordena a campanha à presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado”, escreveu Marinho.
Na sequência, o senador afirmou que a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários teria consequências para a economia e seria paga pelos próprios trabalhadores. Ele também sustentou que a mudança poderia provocar aumento de preços, fechamento de empresas, desemprego e crescimento da informalidade.
“Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos”, declarou.
Ao final da publicação, subiu o tom contra Lula e chamou o presidente de “ladrão da esperança” e afirmou que o presidente "tem um projeto de poder" e não de país ou está preocupado com o trabalhador.
A resposta de Marinho ocorreu horas depois de Lula afirmar que a oposição atuou para impedir o avanço da PEC no Senado. O presidente disse que o episódio mostrou “quem é quem no Congresso Nacional” e acusou o grupo liderado pelo senador do PL de trabalhar contra a mudança na jornada.
A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (2). Marinho foi um dos quatro parlamentares que registraram voto contrário ao texto, ao lado de Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A expectativa era de que a matéria fosse votada no mesmo dia no plenário para, então, ir à sanção. Mas a base governista avaliou que não teria os 49 votos suficientes para garantir a aprovação da emenda constitucional.
A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário.
O governo trabalha para tentar votar a proposta ainda em setembro. Caso não haja acordo, a expectativa é que a análise fique para o esforço concentrado previsto para outubro.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



