Nikolas Ferreira explica por que chamava Daniel Vorcaro de ‘Dani’ e como contatou o banqueiro
Em uma publicação de quase oito minutos nas redes sociais, Nikolas também aproveitou para reforçar críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou, nesta quinta-feira (3), um vídeo para explicar os áudios divulgados em que conversa com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O parlamentar negou ter relação próxima com o banqueiro e afirmou que recebeu o contato por meio do pastor André Valadão, amigo de Vorcaro.
Em uma publicação de quase oito minutos nas redes sociais, Nikolas também aproveitou para reforçar críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e comparar o conteúdo dos áudios com as relações atribuídas ao magistrado e a outras autoridades.
Segundo o deputado, em 2023, André Valadão enviou o contato de Vorcaro. Nikolas afirmou que salvou o número como “Dani Vorcaro” porque acreditava que “Dani” fosse o nome do banqueiro.
“Em 2023, o pastor André Valadão, que era amigo de Daniel Vorcaro, me mandou o contato dele. E aqui, primeira lição de vida: nunca salve o contato com o nome que a pessoa mandou. Por que o André Valadão me mandou o nome de Dani Vorcaro? Eu achei que o nome dele era Dani”, afirmou.
Nikolas também negou ter chamado Vorcaro de “lindão”, como teria sido interpretado na divulgação dos áudios. “Eu nunca chamei ele de ‘lindão’. Vocês estão me confundindo com um [...] coelhinho. Não, eu nunca chamei de lindão. Inclusive, a reportagem mente a respeito disso. É só ouvir o áudio: eu não falo ‘lindão’ hora nenhuma”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que o conteúdo das mensagens não demonstraria proximidade com o banqueiro. “Obviamente, eles quiseram colocar isso na matéria como se eu tivesse uma proximidade com ele, como se fosse o Alexandre de Moraes, como se fosse o Paulo Gonet, com Andrei Rodrigues, que fica lá fumando charuto, tomando whisky com ele”, disse.
Ativo de mineração
No caso revelado nesta quinta-feira pelo ICL Notícias, Nikolas pede ajuda a Vorcaro em uma pendência envolvendo um ativo de mineração de seu ex-assessor, Thiago Rodrigues de Faria. Na mensagem, o deputado afirma que gostaria de ter mais “proximidade” com o banqueiro e o chama de “Dani”.
Ao explicar o contato, Nikolas também citou uma publicação feita por ele em 27 de abril de 2024, na qual pediu esclarecimentos, por meio da Lei de Acesso à Informação, sobre o financiamento de um evento em Londres que teria reunido autoridades.
Segundo o deputado, após a publicação, André Valadão teria dito que Vorcaro não havia gostado do conteúdo. Nikolas afirmou que respondeu que não apagaria a publicação porque fazia parte de seu trabalho.
“Eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que esse banco era do Dani’. E depois eu falo: ‘Acabou, com a palavra dita não tem voltar’, sobre a publicação que eu tinha feito em 2024”, relatou.
Nikolas afirmou que Vorcaro teria ficado irritado porque ele havia questionado o financiamento do evento em Londres. O deputado também disse que o banqueiro havia ajudado, em 2022, no transporte para eventos de campanha de Jair Bolsonaro no segundo turno, quando Nikolas já estava eleito.
“Ou seja, Vorcaro ficou puto comigo porque eu simplesmente denunciei que o banco dele estava financiando evento lá em Londres e que ele tinha ajudado na campanha de 2022, no segundo turno, quando eu já estava eleito, com o transporte para poder fazer os eventos em prol do candidato Jair Bolsonaro naquela época”, afirmou.
Nikolas sustentou que, naquele período, não havia informações que indicassem que Vorcaro fosse criminoso ou que praticasse atividades ilícitas. “Há quatro anos, não tinha nenhum tipo de que ele era criminoso, que ele fazia algo ilícito. Se ele se propôs a poder ajudar, o problema é dele. Se alguém quiser me ajudar com algum jatinho e não cometer crime daqui quatro anos, eu aceito”, declarou.
Marcello Pereira é jornalista formado pelo UniBH e Editor de Redes Sociais na Itatiaia. Atua com estratégia digital, gestão de conteúdo para plataformas como Instagram e TikTok, coordenação de equipes e análise de métricas. Também possui experiência em assessoria de imprensa e comunicação institucional, com interesse em inovação, tecnologia e análise de dados.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.




