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Renan Calheiros promete acelerar projeto que amplia isenção do Imposto de Renda

Presidente da CAE cobra rapidez na tramitação de proposta que eleva faixa de isenção para até R$ 5 mil mensais

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Renan Calheiros no plenário do Senado Federal
Renan Calheiros deve colocar em pauta a isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais • Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou nesta segunda-feira (15), em suas redes sociais, que vai pautar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A expectativa é de que a proposta seja aprovada ainda em 2025 e passe a valer a partir de 2026.

Segundo Renan, a tramitação da matéria está lenta diante da relevância do tema. Ele destacou que, pela Constituição, vigora o princípio da anterioridade: alterações em tributos só podem entrar em vigor no exercício seguinte ao da aprovação. “Por isso, é urgente acelerar a análise”, afirmou.

A proposta foi enviada pelo governo federal e já avançou em comissão especial da Câmara. O texto prevê que a perda de arrecadação com a ampliação da isenção será compensada por uma alíquota adicional e progressiva de até 10% para contribuintes de renda mais alta. Também está mantida a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior, medida prevista na versão original do Executivo.

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a mudança pode dobrar o número de trabalhadores isentos de IR, passando de 10 milhões para 20 milhões. A redução parcial do imposto para quem ganha até R$ 7,3 mil beneficiaria outros 16 milhões de contribuintes. Atualmente, a faixa de isenção alcança rendimentos de até dois salários mínimos.

Tributação sobre dividendos

Os dividendos, parte do lucro distribuído pelas empresas a seus acionistas, são isentos de IR no Brasil desde a década de 1990. O projeto, porém, cria exceções à tributação sobre valores enviados ao exterior: não haverá cobrança quando os recursos forem destinados a governos estrangeiros com reciprocidade de tratamento, a fundos soberanos e a entidades que administrem benefícios previdenciários.

Compensação a estados e municípios

O texto também prevê mecanismos para evitar perdas de arrecadação de estados, municípios e do Distrito Federal. Pelos cálculos do governo, entre 2026 e 2028 a União terá um superávit de aproximadamente R$ 12,27 bilhões com a nova tributação, recurso que poderá ser usado para compensar eventuais quedas de receita locais.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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