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União e PP fecham com Mateus Simões e isolam Marcelo Aro

Marcelo Aro fica isolado; ex-secretário rompeu com Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD) para construir a sua candidatura ao governo de Minas

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Mateus Simões anunciou nesta quinta (30) que os aliados de Aro deixarão o Governo de Minas
Mateus Simões anunciou na quinta (30) que os aliados de Aro deixarão o Governo de Minas • ALMG | Câmara dos Deputados

A Federação União Progressista decidiu, em reunião nesta quarta-feira (5), à noite, retornar à aliança com o governador Mateus Simões (PSD). Os partidos federados foram arrastados para fora do governo na última quinta-feira, 30 de julho, depois que o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP) rompeu com o governador para construir a sua própria candidatura ao Palácio Tiradentes. Aro articulava para ter, além da federação, o PL e o Republicanos em sua coligação. Anunciou a Mateus Simões que seria seu adversário na sucessão estadual, depois de ocupar cargos centrais no governo Romeu Zema (Novo), entre eles, a secretaria de Estado de Governo, pasta que executou, entre fevereiro de 2025 e de 2026, R$ 2 bilhões em verbas orçamentárias de emendas para prefeituras. Aro foi chamado de traidor por Mateus Simões.

A decisão do União e do PP se segue ao lançamento ao governo de Minas de Flávio Roscoe (PL), nesta quarta-feira, pelo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com a decisão, Flávio Bolsonaro pôs um ponto final nas articulações de Aro, que chegou a obter a sinalização de apoio à sua candidatura das cúpulas do PL, Republicanos e Federação União Progressista na terça-feira, 28 de julho. Na ocasião, Aro argumentou que Cleitinho não seria candidato e que o apoiaria na corrida ao governo de Minas. No dia seguinte, a direção nacional e estadual do Republicanos divulgou uma nota negando a legenda para que Cleitinho concorresse ao governo de Minas. Além das hesitações em confirmar a sua candidatura, o partido alegou que Cleitinho não compareceu à convenção da legenda.

Cleitinho recorreu à praça pública, na quarta-feira, 29 de julho, para anunciar que seria candidato ao governo de Minas. Nesse momento o PL recuou do apoio a Aro, retomando à expectativa de coligação com Cleitinho na sucessão mineira. A partir daí, Cleitinho viveu o seu próprio calvário, entre idas e vindas em seu posicionamento, resultado da fragilidade emocional de seu momento de luto. Nesta segunda-feira (3) depois de Cleitinho gravar um vídeo em que, aos prantos, declarou que não concorreria, Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos anunciou ter “virado a página”. Com o compromisso de apoio da direção do Republicanos, Marcelo Aro tentava atrair também o PL. Mas, com o anúncio da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas pelo PL, a quem Aro “atropelou” em suas articulações, o cenário por ele projetado começou a ruir. A decisão da Federação União Progressista de retornar à coligação de Mateus Simões foi a bala de prata.

Veja a nota:

"A Federação União Progressista (UP), formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, oficializou, na noite desta quarta-feira, apoio à pré-candidatura de Mateus Simões (PSD) ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

A aliança amplia a base política do projeto e reforça a construção de uma frente voltada para a continuidade do desenvolvimento do Estado.

Como parte do entendimento político, a Federação UP indicará o ex-deputado federal Danilo de Castro para compor a chapa como candidato a vice-governador e o ex-deputado federal Marcelo Aro para disputar uma das vagas ao Senado Federal.

A composição representa a convergência de importantes forças políticas em torno de um projeto de estabilidade, diálogo e desenvolvimento para Minas Gerais.

O acordo foi fechado com os presidentes estaduais Rodrigo de Castro (UB) e Pinheirinho (PP) e com a anuência dos presidentes nacionais Antônio Rueda (UB) e Ciro Nogueira (PP)."

 

 

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