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PSB troca a direção em Minas e vai tentar reverter o resultado da eleição passada

Assim como outras legendas, a bancada do PSB reduziu em 2022. O partido elegeu apenas um deputado federal e um deputado estadual

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Mário Assad
Mário Assad • Reprodução/Redes Sociais

O ex-deputado federal, Mário Assad, assume hoje (03) a presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Minas Gerais. Ele entra no lugar do deputado federal, Vilson da Fetaemg, que permanecerá na direção. O foco da nova gestão é na recuperação do tamanho do partido, na articulação interna e na retomada da credibilidade da política.

Redução

Na Câmara Federal, o PSB mineiro elegeu em 2022 apenas um deputado, em 2018 foram três. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o partido também conquistou somente uma cadeira, repetindo a eleição de 2018. No entanto, ao longo dos últimos quatro anos, chegou a ter três deputados na casa. A redução, segundo o novo presidente Mário Assad, se deve, principalmente, ao fim das coligações. No entanto, de acordo com ele, com gestão partidária o partido mudará a situação.

“Vamos trabalhar para mudar isso. A própria filiação do Paulo Brant já é um início muito positivo. Além do quê, nossa direção tem três prefeitos importantíssimos, o prefeito de Muriaé, o prefeito de Itabira e a prefeita de Lavras. Faz parte da direção o ex-ministro da saúde, Saraiva Felipe, pai do Farmácia Popular, que assumirá a nossa Fundação João Mangabeira”, afirmou Assad à coluna. A legenda tem atualmente 42 prefeitos.

A favor de Lula e contra Zema

O deputado estadual, Neilando Pimenta (PSB), faz parte do bloco de sustentação de Romeu Zema (Novo) e a direção do partido afirma que respeita a posição dos parlamentares, mas “em Minas o PSB apoia Lula e Alckmin e é contrário à Zema, principalmente na atuação relativa à mineração, inclusive na Serra do Curral”, disse o novo presidente da legenda.

Resgate

O novo presidente da sigla ainda afirmou que o partido fará uma caravana por Minas Gerais, percorrendo o Estado. Além de criar um alto conselho político, consultivo, com socialistas antigos. “Somos progressistas. Somos pelo desenvolvimento sustentável e a recuperação de áreas degradadas. Somos defensores das pautas das mulheres, dos negros, da juventude. Nossa gestão vai fazer um trabalho digno da nossa história política, para resgatar a história do nosso partido e nos trazer esperança”, concluiu.

O ex-deputado federal afirmou ainda que não pretende ser candidato. “Dirigente partidário não deve ser, não sou candidato não. Claro que tem que ver um dia depois do outro, mas espero lançar muitos candidatos. Não sou candidato”, afirmou.

A cerimônia de posse será no Hotel San Diego, em Belo Horizonte, as 18h, com a presença do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.