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Projeto que viabiliza passagem de ônibus a R$ 4,50 avança na Câmara de BH

Comissão de Legislação e Justiça aprovou, em 2° turno, texto que concede subsídio de R$ 512,8 milhões a concessionários dos coletivos 

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Câmara de BH fará reunião conjunta de comissões na próxima semana para acelerar tramitação de PL do subsídio
Câmara de BH fará reunião conjunta de comissões na próxima semana para acelerar tramitação de PL do subsídio • Filipe Felício/Itatiaia

Os integrantes da Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovaram, nesta quinta-feira (15), em 2° turno, o projeto de lei (PL) que pode viabilizar o retorno, a R$ 4,50, das passagens de ônibus na cidade. O texto trata da injeção, nos cofres das empresas do setor, de R$ 512,8 milhões em verbas públicas.

Faltam, agora, mais duas etapas de votação na Câmara para que a proposta chegue às mãos do prefeito Fuad Noman (PSD) para sanção. A expectativa é que, na semana que vem, o PL seja analisado por mais três comissões temáticas do Legislativo belo-horizontino. Assim, seria possível agendar, para o próximo dia 28, a votação em 2° turno no plenário. Esse é o último passo da tramitação do tema no Parlamento.

A Comissão de Legislação e Justiça aprovou 57 emendas ao PL do subsídio. Na lista de acréscimos ao texto original, há, por exemplo, mecanismos que contemplam demandas dos permissionários do transporte suplementar — os chamados “amarelinhos”. 

Se a proposição for regulamentada, os permissionários vão passar a pagar taxa de 3% das receitas ao Consórcio Transfácil pelo uso da bilhetagem eletrônica — que permite o pagamento das passagens por meio de cartões. O objetivo é que o novo índice amplie os lucros dos suplementares.

Prefeito espera baixar tarifa em julho

Desde abril, os usuários dos ônibus que rodam em BH têm de pagar R$ 6 no ato do embarque. Na terça-feira (13), em entrevista exclusiva à Itatiaia, Fuad Noman disse crer na volta das passagens a R$ 4,50 no mês que vem

A subvenção entregue às empresas está condicionada a uma série de contrapartidas. A lista de obrigações prevê, por exemplo, a compra de 420 novos veículos ainda em 2023 — o que representa incremento de quase 20% ao tamanho atual da frota.

“Todas as grandes cidades do Brasil têm esse tipo de procedimento (o subsídio ao transporte público). No ano passado (subsídio de R$ 226 milhões), foi uma situação de emergência. Agora, estamos implementando uma política. Vamos ter de administrar a disponibilidade de caixa versus o preço da passagem, fazendo esse equilíbrio para que não cobremos muito caro dos trabalhadores”, disse o prefeito.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.