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Presidente do SEBRAE pode ser destituído do cargo para indicação de aliado de Lula

Se a mudança ocorrer, Minas perde espaço. Além do presidente Carlos Melles, o diretor técnico, Bruno Quick, também pode ser remanejado. Ambos são mineiros

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Carlos Melles, presidente do Sebrae
Carlos Melles, presidente do Sebrae • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, pode ser destituído para que seja realizada nova eleição. O Sebrae é uma entidade privada, com fins sociais, que faz gestão de recursos públicos para incentivo e fomento das micro e pequenas empresas.

O mandato do mineiro, que foi deputado federal por seis vezes e ministro do Turismo, termina em 2026. No entanto, o Governo, que tem maioria no Conselho Nacional Deliberativo (CND), pretende indicar Décio Lima (PT), que foi candidato de Lula ao Governo de Santa Catarina.

No ano passado, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) teria enviado uma carta ao presidente do CND pedindo que a eleição fosse adiada para que ele e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articulassem nomes para a nova diretoria. O presidente do Conselho teria respondido que, seguindo a lei, realizaria a eleição. No processo, Carlos Melles foi reconduzido ao cargo.

Além de Melles, o diretor técnico Bruno Quick, que também é mineiro, pode deixar o cargo, mesmo sendo da confiança de Paulo Okamoto, um dos fundadores do Instituto Lula. Da diretoria executiva deve permanecer apenas Margareth de Castro Coelho, diretora de administração e finanças, nome ligado à Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados.

Eleição extemporânea

Carlos Melles também foi eleito em um processo extemporâneo. Ele era diretor de finanças no governo de Michel Temer (MDB), mas quando Jair Bolsonaro (PL) assumiu, a direção foi destituída e Melles foi candidato de único, com apoio do ex-presidente da República. Apesar de ser experiente, técnico e ter trânsito político, pesa na conta de Melles o fato de ter sido aliado de primeira ordem e candidato de Bolsonaro ao cargo. Ha quem diga que Melles pode ser indicado a uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), mas a maioria das fontes acredita que esse prognóstico seja inexequível.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.