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Presidente da ANVISA rebate críticas de Lula: ‘agride e enfraquece a ANVISA’

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Antonio Barra Torres, divulgou um comunicado na noite desta sexta-feira (23)

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Presidente Lula está internado na UTI  • Marcelo Camargo | Agência Brasil

O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Antonio Barra Torres, rebateu as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o prazo para a conclusão de análises de pedidos para a produção de medicamentos no país.

“A fala, entristece, agride, avilta e, acima de tudo, enfraquece a ANVISA, internamente e no cenário internacional, onde é referência para inúmeros países, fruto de árduo trabalho, por mais de 25 anos”, afirmou o presidente da ANVISA, em um comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (23).

Barra Torres respondeu a uma fala do presidente Lula, que em evento de inauguração de uma fábrica de medicamentos, em São Paulo, criticou a demora da agência para aprovar pedidos de produção de medicamentos.

Na ocasião, Lula disse que a ANVISA precisa “andar um pouco mais rápido” e que “não é possível o povo não poder comprar remédio porque a ANVISA não libera”.

O presidente da República afirmou que a ANVISA precisa “atender melhor os interesses do país”, e sugeriu ser preciso que “algum parente de servidor da agência morra por falta de medicamento” para que os processos sejam concluídos com celeridade.

O presidente da ANVISA disse que o Governo Federal foi alertado que o déficit de servidores trará impacto direto no cumprimento da missão da agência.

“Nenhuma morte é necessária. Nenhuma morte de familiar é necessária. Necessário é que mais pessoas, possam se somar a nós, em nosso trabalho. Necessário é que gestores públicos, responsáveis por gerar condições de trabalho, cumpram com seus deveres e não terceirizem suas próprias responsabilidades”, concluiu.

O almirante Antonio Barra Torres foi indicado para a presidência da ANVISA pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O mandato dele se encerrará em 31 de dezembro de 2024. Caberá ao presidente Lula indicar o substituto.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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