PF deve ouvir Ramagem na próxima semana sobre monitoramento ilegal na Abin
Os investigadores querem esclarecer um áudio, que teria sido gravado por Ramagem durante reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

A Polícia Federal pretende ouvir o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na próxima quarta-feira, na Superintendência do Rio de Janeiro, sobre o suposto gabinete paralelo, criado na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) para monitorar autoridades.
Ramagem, que é delegado da Polícia Federal, chefiava a Abin no período em que os monitoramentos ilegais teriam ocorrido. Segundo a Polícia Federal, a espionagem de autoridades ocorreu entre dezembro de 2018 e dezembro de 2021.
Os investigadores querem esclarecer um áudio, que teria sido gravado por Ramagem, em uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno.
A gravação foi apreendida pela Polícia Federal na casa de Ramagem em 24 de janeiro deste ano, durante mandado de busca e apreensão, e integra o inquérito que apura o monitoramento ilegal realizado pela Abin. No áudio, é discutida uma investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Pelas redes sociais, Ramagem afirmou que a operação da Polícia Federal desprezou os fins de uma investigação para levar à imprensa ilações e rasas conjecturas.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ingressou com requerimento pedindo informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sobre o suposto uso ilegal da Abin.
No requerimento, Lindbergh enviou 11 perguntas ao MJSP sobre o funcionamento do gabinete paralelo na Abin. Entre as perguntas, o deputado questionou se a chamada “Abin paralela” teria participado da tentativa de golpe de Estado no país, em 8 de janeiro de 2023.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.



