Após áudio, Bolsonaro diz a Flávio que Michelle não é opção: 'Nenhuma possibilidade'
'Não existe nenhuma possibilidade de Michelle Bolsonaro ser candidata à Presidência', avisou senador

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu o aval de Jair Bolsonaro logo após a divulgação de mensagens enviadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro, preso pela Polícia Federal (PF), para financiar um filme sobre o ex-presidente. As informações sobre a conversa com o pai foram passadas por Flávio ao blog de Jussara Soares, da CNN Brasil.
“Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei a ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse para ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos. Errado seria usar dinheiro público para isso, como faz o PT em prol de seu projeto de poder. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michelle Bolsonaro ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.
Segundo o parlamentar, o ex-presidente o orientou a manter a postura firme e aproveitou para descartar qualquer possibilidade de Michelle Bolsonaro entrar na disputa pela Presidência.
Durante uma visita à residência do pai na última quarta-feira (13) — onde Jair cumpre prisão domiciliar por condenações relacionadas a uma tentativa de golpe de Estado —, Flávio alertou sobre o uso político que adversários fariam do caso do financiamento de um filme biográfico. Em seu relato, o senador afirmou que o ex-presidente defendeu a transparência do projeto, criticando o uso de verba pública para fins partidários, algo que atribuiu à gestão petista.
A controvérsia ganhou força após o site Intercept Brasil revelar que Flávio teria negociado um patrocínio de aproximadamente R$ 134 milhões com Vorcaro para a produção de "Dark Horse". Como resposta, o senador convocou sua equipe de campanha e esclareceu que o contato com o banqueiro ocorreu apenas em 2024, quando Bolsonaro já não ocupava a Presidência.
Flávio Bolsonaro reiterou a necessidade de uma CPI para investigar o Banco Master e enfatizou que sua atuação se limitou à busca por investimentos privados para o filme, sem qualquer utilização de recursos estatais ou da Lei Rouanet. Ele concluiu afirmando que não houve troca de favores ou intermediação de negócios governamentais, defendendo a legalidade de sua conduta como filho em busca de patrocínio para a história do próprio pai.
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