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Comissão da Câmara aprova pena maior para homicídio que envolva discriminação contra LGBT+

Penas para condenados podem chegar a 30 anos, cumpridos integralmente em regime fechado e sem fiança

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Dos 16 aos 24 anos, o porcentual de pessoas que se identifica como integrante da comunidade LGBT+ é de 18%.
Dos 16 aos 24 anos, o porcentual de pessoas que se identifica como integrante da comunidade LGBT+ é de 18%.  • Pixabay

Os homicídios que envolvam discriminação contra a população LGBT+ serão qualificados como crime hediondo e enquadrados como homicídio qualificado. A determinação consta em um projeto de lei aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados.

A proposta do projeto de lei 7292/17 é alterar o Código Penal, estabelecendo uma pena maior para este tipo de crime, que pode variar de 12 a 30 anos.

O texto será analisado pela Comissão de Comissão e Justiça da Câmara dos Deputados antes de ir ao Plenário. Depois, a análise chegará ao Senado.

Veja quais são as mudanças propostas

  • A pena máxima passa a ser de 30 anos, e não mais de 20, como no homicídio simples;
  • Pena passa a ser cumprida integralmente em regime fechado;
  • Crime não é passível de anistia, pagamento de fiança e liberdade provisória

Homenagem

A proposta, apelidada de “Lei Dandara”, a é uma homenagem a Dandara dos Santos, travesti assassinada a tiros em Fortaleza (CE) no ano de 2017.

O projeto de lei é de autoria da deputada Luizianne Lins (PT-CE). Nas redes sociais ela comemorou a aprovação.

“Este é um avanço importante no sentido do direito à vida das pessoas . Vamos continuar mobilizando pela aprovação do projeto na casa”, escreveu.

A relatora do texto, deputada Erika Kokay (PT-DF) também comentou a aprovação nas redes sociais.

“Sabemos da importância desse projeto para a comunidade LGBT+, agora o projeto segue para a CCJ, onde lutaremos para que também seja aprovado”, afirmou.

*Com informações de Agência Câmara

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