'Não vou me eternizar na política', diz Pacheco ao descartar candidatura em Minas
Ex-presidente do Senado cita Josué Gomes e Jarbas Soares como possíveis candidatos ao governo e vê Marília Campos consolidada para disputar o Senado

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta sexta-feira (29) que decidiu encerrar seu ciclo na política e voltou a descartar qualquer candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026. Durante evento em São Paulo, o ex-presidente do Senado disse que a decisão foi tomada após uma reflexão iniciada ainda quando deixou o comando da Casa e defendeu a renovação das lideranças políticas no estado.
Eu vou fechar o ciclo da política, é algo que eu já havia programado há bastante tempo. Na verdade, quando eu entrei na política, eu dizia sempre que a gente tenha uma data de entrada e uma data de saída, que eu não me eternizaria na política, que eu tenho muito desapego a poder
Pacheco ressaltou que não está se aposentando da vida profissional, mas considera concluída sua trajetória política após 12 anos de mandato como deputado federal e senador.
"Eu tinha decidido que eu fecharia esse ciclo. Ao sair da presidência do Senado, essa decisão estava muito bem refletida e estou mantendo essa decisão do fechamento desse ciclo com sentimento de dever cumprido, com muitas coisas realizadas em favor de Minas Gerais e do Brasil", declarou.
Questionado sobre quem poderia representar o campo político que o apoiava na disputa pelo Palácio Tiradentes, Pacheco citou o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares, ambos filiados ao PSB.
"Você próprio, na sua pergunta, cita o nome do Josué Gomes da Silva, que foi presidente da Fiesp, é mineiro, filho do nosso saudoso vice-presidente José Alencar, assim como temos também o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares, são dois nomes que estão filiados ao PSB", disse.
O senador também fez elogios à ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), apontada como possível candidata ao Senado.
"Vejo uma candidatura muito consolidada da ex-prefeita Marília Campos ao Senado Federal, algo que me entusiasma muito, ter uma mulher no Senado representando Minas Gerais com a qualidade da Marília Campos", afirmou.
Sem interferência
Pacheco disse que não pretende interferir na escolha dos nomes para a disputa eleitoral e defendeu que novas lideranças assumam protagonismo no estado.
"Se eu estou fechando o ciclo da política, é naturalmente para que outros nomes possam surgir e liderar esse processo de reconstrução de Minas e de representação política do nosso Estado."
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



