Operação contra 'Dark Horse' não repercutiu como crise do STF, diz especialista
Cientista político e especialista em dados digitais, Renalto Dolci, afirma que operação contra o filme não repercutiu como crise no Supremo

A operação da Polícia Federal (PF) que mirou a produtora do filme "Dark Horse", que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve grande repercussão no meio político. Na direita, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados criticaram o ministro Flávio Dino, que autorizou os 49 mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10).
Na esquerda, políticos festejaram a operação e aproveitaram para criticar o filme e a família Bolsonaro.
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A Itatiaia ouviu um especialista sobre o assunto. Cientista político pela PUC de São Paulo (PUC-SP) e mestre em Economia pela Universidade de Sorbonne, na França, Renato Dolci é especializado em análise de dados e pesquisas públicas e privadas de comportamento digital. Dolci afirmou que a operação é negativa para a campanha de Flávio por relembrar o caso do filme. "A campanha do Flávio viu no passado que o efeito eleitoral do 'Dark Horse' é extremamente negativo. Flávio caiu muitos pontos e viu um efeito bastante ruim em relação a esse ponto. Então, sem dúvida, acho que a campanha teme um efeito em relação a isso, além da homologação da delação do 'Mineiro' [Antônio Carlos Freixo Júnior, empresário e operador financeiro], que tem uma conexão ali com os repasses ligados com o Daniel Vorcaro, até porque na prática há duas investigações no Dark Horse", explica.
No entanto, Dolci afirma que a operação desta quinta não tem o mesmo impacto que a atual crise do STF. "Nós temos no Supremo uma crise muito grande, que ocupa um espaço enorme, não só no imaginário da população e do eleitorado, mas principalmente na imprensa, que tem coberto ostensivamente esses debates. Acho que de alguma forma os desgastes na Corte, inclusive hoje, do ponto de vista de dados digitais, que é onde eu tenho especialidade, é o principal assunto ligado à repercussão pública no Brasil. A gente não viu o Dark Horse chegando nem de perto no efeito da crise do Supremo", finaliza.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



