Lula diz que Andrei Rodrigues, diretor da PF, é de sua ‘total confiança’
Lula expressa 'total confiança' em Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, elogiando seu trabalho e defendendo a atuação da AGU na reversão de seu afastamento, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rasgou elogios e reiterou sua "total confiança" em Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (10), em Brasília. A declaração do chefe do Executivo ocorre em meio a polêmicas recentes envolvendo a tentativa de afastamento de Rodrigues do cargo e destaca a complexa trajetória de Andrei Rodrigues.
"Ele fez um trabalho extraordinário. Aliás, acho que o que incomoda muita gente é porque a PF nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga como no mandato do Andrei", disse o presidente em entrevista ao SBT.
"Por isso, quero dizer em alto e bom som: Andrei é de minha total confiança, é um companheiro perito como poucos delegados na história desse país. E, se ele cometeu erro, que ele seja julgado", afirmou Lula.
Andrei Rodrigues ganhou destaque ao longo desta semana, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ter determinado seu afastamento do cargo. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino decidiu reintegrá-lo à corporação. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e Dino.
Antes da decisão de Dino, a Advocacia-Geral da União (AGU), sob o comando de Jorge Messias, já havia solicitado a suspensão do afastamento de Rodrigues. Na avaliação do presidente, Messias "agiu corretamente" sob sua orientação, em uma ofensiva governamental para reverter a decisão de Mendonça.
"É papel da AGU defender os membros do governo. Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país, é o companheiro que fiscalizou o Banco Master e que prendeu [Daniel] Vorcaro", afirmou o presidente.
Questionado pelas jornalistas sobre a proximidade entre Messias e Mendonça, Lula justificou que se trata de uma "relação institucional", comum pelo fato de os dois serem funcionários do Estado.
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