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‘Ninguém tem autoridade para falar de responsabilidade fiscal comigo’, diz Lula

Presidente colocou educação entre as prioridades e afirmou que investimentos na área não podem ser tratados apenas como gasto, em sabatina do SBT

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Luis Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição da Presidência da República, durante entrevista ao SBT • Reprodução/SBT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse que pretende ampliar o ensino em tempo integral e investir na formação de estudantes em áreas ligadas à inteligência artificial em um eventual novo mandato.

A afirmação veio nesta quinta-feira (10) em entrevista ao SBT, em que o petista também rebateu questionamentos sobre como financiar a expansão das políticas educacionais diante da pressão por ajuste fiscal e do crescimento da dívida pública.

Ao ser questionado sobre o equilíbrio das contas públicas, Lula fez defesa ao seu histórico na área econômica e diz não aceitar críticas sobre responsabilidade fiscal.

“Não tem político nem banqueiro que tenha coragem e autoridade de discutir responsabilidade fiscal comigo”, afirmou.

O petista respondeu citando os resultados econômicos de seus primeiros mandatos, disse que pretende combinar responsabilidade fiscal com expansão dos investimentos e argumentou que o país não precisa escolher entre equilíbrio das contas públicas e investimentos destinados à população.

O presidente também voltou a apresentar a educação como uma das prioridades de seu projeto para os próximos quatro anos e defendeu que recursos destinados ao setor sejam considerados investimento. “A questão da educação é prioridade minha”, afirmou. “Investimento em educação é investimento, gasto é em cadeia.”

Lula disse que pretende cumprir as metas estabelecidas no novo Plano Nacional de Educação (PNE) e ampliar a oferta de escolas em tempo integral tanto no ensino básico quanto no ensino médio.

“Eu quero colocar todos os meninos em escola de tempo integral, não apenas para melhorar a qualidade da educação, mas para dar tranquilidade ao pai e à mãe”, apontou o presidente.

O novo PNE, sancionado em abril, estabelece as diretrizes para a educação brasileira durante dez anos. Entre as metas estão a ampliação progressiva dos investimentos públicos no setor e da educação em tempo integral. O plano prevê que o investimento público em educação alcance 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no sétimo ano de vigência e 10% ao final da década.

Inteligência artificial

O candidato também pretende ampliar cursos voltados às novas tecnologias nas universidades brasileiras, especialmente em áreas relacionadas à inteligência artificial e à transformação digital.

“Eu quero fazer cursos inovadores na universidade brasileira, formar mais gente para inteligência artificial, para o mundo digital, que é a bola da frente”, afirmou.

De acordo com Lula, a expansão da educação deve funcionar também como instrumento de desenvolvimento econômico e de qualificação da mão de obra brasileira. “Investir em educação é investir no aumento do patrimônio, na qualificação da mão de obra, na exportação de inteligência e de conhecimento, e não de soja, de commodities”.

Também comparou os gastos públicos com educação aos custos do sistema prisional e argumentou que prevenir a entrada de jovens na criminalidade por meio de oportunidades educacionais custa menos ao Estado.

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Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público

 

 

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