Flávio chama operação da PF de 'tentativa de golpe' e diz que acionará STF contra Flávio Dino
Candidato do PL afirma que investigação tem motivação eleitoral; operação apura suspeitas de desvio de emendas ligadas à produção do filme Dark Horse

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, falou nesta quinta-feira (10) sobre a Operação Make Up, da Polícia Federal, e classificou a ação como uma "tentativa de golpe". A investigação apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio afirmou que a operação tem motivação política e relacionou a ação ao período eleitoral. Segundo o senador, todas as informações sobre os pagamentos relacionados ao filme já foram prestadas às autoridades e não há irregularidades na produção: "O nome da operação tinha que ser 'Tentativa de Golpe'. Fica a dica aí, Dino", afirmou, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, responsável por autorizar a operação.
Pedido de investigação
Flávio Bolsonaro anunciou ainda que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal para pedir a abertura de uma investigação contra o ministro Flávio Dino.
De acordo com o candidato, a defesa dele e dos demais investigados deve solicitar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que apure uma suposta atuação política do magistrado.
Na avaliação do senador, a autorização da operação, assinada em 3 de setembro, teria sido usada para interferir no processo eleitoral. Flávio também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que ambos tentaram influenciar a disputa presidencial.
Operação da PF
A Operação Make Up cumpriu mandados de busca e apreensão para investigar suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment, que produz o filme Dark Horse.
Entre os alvos da operação está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), autor de emendas parlamentares que também são objeto da investigação. Após a ação da Polícia Federal, Frias negou irregularidades, afirmou que irá colaborar com as investigações e disse que pretende apresentar toda a documentação necessária para esclarecer os fatos.
A Polícia Federal investiga se recursos públicos destinados a projetos culturais e sociais foram utilizados de forma irregular. Até o momento, não há condenações, e os investigados negam qualquer ilegalidade.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



