'O que Alcolumbre está fazendo algo que é um absurdo', diz Zé Trovão em vídeo na internet
Segundo o parlamentar, a equipe está trabalhando para que a votação da MP do Frete ocorra terça-feira (14), no Senado Federal

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) divulgou um vídeo, direcionado aos caminhoneiros, em que afirma que a rixa entre o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está travando a votação da medida provisória que garante o piso mínimo do frete rodoviário, conhecida como
MP do Frete. O prazo final, antes de caducar, é na próxima quinta-feira (16).
O parlamentar tem pressionado, ao lado de representantes da categoria, para que a votação da proposta ocorra amanhã (14). Na publicação, Zé Trovão afirma que sua equipe tem articulado para que a medida seja analisada com celeridade e sem novas alterações.
"Já mexemos muito nessa MP. Deixamos ela de maneira viável", declarou.
Sem apontar os motivos da divergência entre Alcolumbre e Lula, o deputado classificou como um "absurdo" o fato de a medida permanecer sem votação em razão do embate político.
"Agora estão brigados, estão de mal, e o que Alcolumbre está fazendo algo que é um absurdo: deixando de beneficiar milhares de caminhoneiros, deixando de ajudar milhares de transportadores, milhares de pessoas que precisam trabalhar e que precisam ter os seus direitos assegurados por uma rixa", afirmou.
Segundo Zé Trovão, a MP deve ser votada para evitar que a mobilização dos caminhoneiros ganhe maiores proporções.
O parlamentar está afastado das atividades legislativas para se recuperar de uma cirurgia na garganta, mas gravou o vídeo para demonstrar apoio à categoria, considerada uma de suas principais bases eleitorais.
O discurso segue a mesma linha defendida pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, que também tem cobrado a votação da MP.
O que prevê a MP do Frete
A medida provisória busca garantir maior proteção aos trabalhadores do transporte rodoviário de cargas, especialmente aos motoristas autônomos. Um dos principais pontos da proposta é reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete, tornando obrigatório o registro das operações de transporte pelas empresas contratantes.
Caso a tabela mínima definida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não seja respeitada, os contratantes poderão ser punidos.
A proposta também foi apresentada em meio à alta dos preços do diesel provocada pelas oscilações do mercado internacional de petróleo. Como o Brasil ainda importa parte do combustível consumido no país, o aumento do diesel tem impacto direto sobre o custo do frete.
Estimativas do setor apontam que o combustível representa cerca de 35% dos custos do transporte rodoviário de cargas.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



