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Ameaça de greve de caminhoneiros pressiona por votação de MP do Frete; entenda

A MP caduca na próxima quinta-feira; o texto prevê valor de frete mínimo aos motoristas e define repasse de subsídios a abastecedores e importadores. Óleo diesel é o principal custo operacional para transporte de cargas

PorBrasília
Guerra aumenta custo de óleo diesel e governo prevê soluções para barrar greve • Freepik

A medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para subsidiar parte do preço do diesel no transporte de cargas pode perder a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja votada pelo Congresso antes do recesso parlamentar, que começará em 18 de julho. Conhecida como MP do Frete, a proposta tem apoio do setor de transporte rodoviário de cargas, que pressiona pela votação e ameaça greve caso não haja votação.

A medida foi editada pelo governo federal em maio, em meio à alta dos preços internacionais do petróleo provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no início de junho, mas teve a vigência prorrogada por mais 60 dias devido à falta de votação pelo Congresso.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria está insatisfeita com a demora na análise da proposta e responsabilizou o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), por uma eventual greve. "O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", afirmou.

Estabilização do preço do diesel

A justificativa do setor para defender a aprovação da MP é garantir o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, principalmente para motoristas autônomos. Pela proposta, empresas contratantes continuarão obrigadas a registrar as operações de transporte e, se houver descumprimento da tabela mínima de frete, o resultado será de punições aplicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O texto também prevê o ressarcimento de parte da diferença no preço do óleo diesel a produtores e importadores até o fim do ano. Os recursos, provenientes do superávit financeiro da União registrado em 2025, seriam transferidos para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pelos pagamentos.

A proposta foi apresentada como uma forma de reduzir os impactos da alta do diesel sobre o transporte de cargas, já que o combustível foi o mais afetado pela elevação dos preços internacionais do petróleo em razão dos conflitos no Oriente Médio.

Dependência do combustível 

O Brasil depende da importação de parte do diesel consumido no país e a elevação do preço do combustível impacta diretamente no valor do frete. Estimativas do setor ressaltam que o óleo diesel é responsável por 35% do custo do transporte rodoviário.

Antes da edição da nova medida provisória, estava em vigor a MP 1.349, que elevou o ressarcimento pago a produtores e importadores de diesel de R$ 0,32 para R$ 1,20 por litro. A norma perdeu a vigência no início de abril, e a nova MP foi editada na sequência para manter a política de subsídios diante da continuidade da pressão sobre os preços internacionais do combustível.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.