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Minas Gerais ultrapassa, novamente, limite legal de gastos com servidores

Estado mineiro e o Rio Grande do Norte foram os únicos entre os entes federativos a extrapolarem os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal no 2º quadrimestre de 2024

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Secretaria de Estado de Fazenda atualizou, nesta quarta-feira (3), o valor da dívida mineira • Gil Leonardi / Imprensa MG

Um relatório do Tesouro Nacional publicado nesta quarta-feira (04) aponta que Minas Gerais e o Rio Grande do Norte foram os únicos estados brasileiros no ano a ultrapassarem o limite de gasto com pessoal do Poder Executivo, conforme estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em Minas Gerais, 57% do gasto bruto com pessoal é referente ao pagamento de trabalhadores que estão na ativa. O gasto com inativos e pensionistas representou 41%, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional - entre os entes, o estado mineiro é o segundo que mais gastou com inativos e pensionistas, atrás somente do Rio Grande do Sul.

Consequências

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece limites claros para os gastos com pessoal dos entes no intuito de garantir o equilíbrio das contas públicas. Quando um estado ultrapassa o limite estabelecido para o Poder Executivo (49% da Receita Corrente Líquida), as consequências incluem a adoção de medidas preventivas e corretivas.

No caso de Minas e do Rio Grande do Norte, que ultrapassaram 49% da RCL, é estabelecido um prazo de dois quadrimestres para adequar os gastos. Durante esse período, o estado deve tomar medidas que incluem redução de cargos comissionados, exoneração de servidores que ocupam cargos em comissão e funções de confiança, além do corte de despesas temporárias.

Se, após os dois quadrimestres, os gastos continuarem acima do limite, o estado pode deixar de receber transferências voluntárias da União (com exceção das vinculadas a ações de saúde, educação e assistência social), ficam impedido de contrair novos empréstimos e financiamentos, além da suspensão de incentivos fiscais e subvenções.

A lei também prevê que à responsabilização do chefe do Poder Executivo por ato de improbidade administrativa caso a situação ocorra de forma reiterada.

Tanto o governo de Minas Gerais quanto do Rio Grande do Norte foram procurados para comentar os resultados divulgados pelo Tesouro Nacional, mas não se manifestaram. O espaço segue em aberto.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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