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Marco Aurélio Mello distingue Moraes de Mendonça e diz que Fachin deveria ter sido mais rigoroso

Em entrevista à Itatiaia, ministro aposentado do STF comentou a sessão do Supremo na última terça-feira (15)

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Marco Aurélio Mello foi um dos palestrantes no evento Imersão Indústria, organizado pela Fiemg
Marco Aurélio Mello, ministro aposentado do STF • Sebastião Jacinto Júnior

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, avaliou a reunião do plenário da Corte na última terça-feira (15) em entrevista à Itatiaia. O magistrado distinguiu as situações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes e disse que teria sido mais enérgico que Edson Fachin se estivesse na posição de presidente da sessão.

 

A sessão que trataria sobre a possível abertura de uma investigação das relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro terminou sem debater o mérito e com a discussão redirecionada para a possibilidade de unir a decisão de investigação do ministro com a possível abertura de um inquérito contra André Mendonça, cuja conduta como relator dos casos envolvendo o Banco Master é questionada por seus pares.

 

Mello diferenciou a situação dos dois ministros e criticou a forma como a reunião da terça-feira foi conduzida. 

 

“Não se pode tocar no mesmo balaio. São distintas a situação do ministro Alexandre Moraes e a situação do ministro André. O presidente que é o relator quando a o caso concreto envolve integrante do Supremo, ele destacou para apreciação o caso do Alexandre Moraes para saber se se abriria ou não investigação do ministro. A meu ver, ele procedeu bem, observando que eu apontei como organicidade. E acabou o dia 15 não decidindo coisa alguma. Discutiram por horas, houve troca de ofensas, o que é indesejável e não se decidiu nada. E houve na questão de ordem, não sei a dúvida que teria surgido no autor do pedido, um pedido de vista. Que não seja um 'perdido de vista'. A sociedade aguarda uma resposta do Supremo que está sangrando e o Supremo não pode cometer um suicídio institucional”, disse o ministro aposentado fazendo referência ao pedido de vista feito por Flávio Dino na sesão.

 

A reunião foi marcada por discussões e ataques entre os ministros mais ligados a Mendonça e os aliados de Moraes. Em uma das várias altercações, protagonizada por Mendonça e Gilmar Mendes, Flávio Dino questionou a condução da sessão pelo presidente da Corte, Edson Fachin e pediu vista do processo.

 

Marco Aurélio Mello elogiou Fachin, mas disse que o ex-colega de Corte poderia ter sido mais rigoroso na condução da sessão.

 

“Eu tocaria de imediato a campainha e pararia aquela discussão. discussão que não é para ser travada na bancada do Supremo. O presidente Fachin é um acadêmico, é um homem dedicado à magistratura e que é um igual aos componentes do tribunal, demais componentes. Ele é um coordenador dos trabalhos, mas ele exerce junto ao colegiado, junto à sessão que está sendo realizado poder polícia e deveria ter, a meu ver, talvez agido com rigor maior quanto a interrupção, a interrupção das agressões. Ele tentou, mas não conseguiu. Chegou a um ponto que ele, inclusive, foi atacado, atribuindo-se a ele ter avocado o processo”, avaliou Mello.

 

Veja a entrevista na íntegra:

 

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Kátia Pereira é jornalista formada pelo Uni-BH e tem especialização em História e Cultura Política pela UFMG. Está na Itatiaia desde 2002. Desde 2005 é titular do Jornal da Itatiaia 1ª Edição. Também apresenta o Jornal da Itatiaia Tarde, é editora e apresentadora do Palavra Aberta e apresenta conteúdo no canal da Itatiaia no Youtube. Recebeu o Troféu Mulher Imprensa na categoria Âncora de Rádio. Tem passagens por Record TV Minas, Super Notícias/O Tempo e assessoria na Assembleia Legislativa

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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