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Padilha rebate deputado mineiro sobre 'canetas' no SUS: 'Não é coisa de ontem'

Segundo o ministro, a inclusão das canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde já estava sendo estudada pelo governo federal desde o ano passado

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Alexandre Padilha, ministro da Saúde. • Reprodução / Gil Ferreira.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu nesta sexta-feira (18) um "deputado mineiro" que, de acordo com ele, trata a área como "improviso". Sem citar nomes, durante uma agenda em Juiz de Fora, na região da Zona da Mata mineira, ele rebateu o parlamentar que teria criticado o anúncio feito pelo presidente Lula (PT), na última quinta-feira (17), de incluir as "canetas emagrecedoras" no Sistema Único de Saúde (SUS).

Isso não é uma coisa de ontem. O Ministério da Saúde vem planejando, apresentando cada passo desde o ano passado, desde quando a Organização Mundial da Saúde considerou que esse tipo de medicamento deve compor a oferta integral do enfrentamento à obesidade. Estou falando isso porque vi um deputado aqui de Minas, que trata saúde como improviso e só fica atento a coisas sobre saúde em época de eleição... ele sim está sendo eleitoreiro.

declarou.

 

Apesar de não ter citado formalmente o nome do deputado em questão, na quinta-feira, o parlamentar Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais criticando políticas públicas recentes anunciadas pelo governo federal, incluindo a inclusão das canetas emagrecedoras e também o aumento do valor do Bolsa Família. "Sabe o que é isso? Desespero. Sabe por quê? Porque não adianta, não vai enganar mais", disse.

De acordo com Padilha, o estudo para que as canetas emagrecedoras fossem disponibilizadas começou ainda no ano passado. "O Ministério da Saúde convocou as empresas junto com a Anvisa. Primeiro passo, como diz a Organização Mundial da Saúde, é fazer com que essas empresas tenham mais diversidade na produção, mais empresas produzindo esse medicamento e, com isso, derrubar o preço para a população", disse.

O anúncio foi feito durante uma visita do presidente a uma indústria farmacêutica que possui parcerias com o SUS na oferta de medicamentos para programas do governo federal, como o Farmácia Popular.

No discurso, Lula defendeu que as canetas sejam distribuídas e usadas de forma responsável pelos profissionais da saúde e também pelos próprios pacientes. "Tem que fazer acordo com os médicos, porque não pode ficar receitando a torto e a direito", disse.

Daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha para tudo, vai ter deputado jogando caneta para o povo. E a caneta não é assim. Isso é irresponsabilidade, porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não.

declarou Lula.

 

Em Porto Alegre, no Sul do país, um protocolo já está sendo testado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) com cerca de 250 pacientes. Segundo Padilha, a partir deste grupo de estudos, será possível estabelecer "qual será o protocolo" aplicado pelo SUS. "Não tem que ser visto como um milagre estético, tem que ser visto como uma medicação que tem orientação, perfis de pacientes e que tenha um benefício ao utilizar essa medicação, que reduza a necessidade de internação no SUS, reduza o risco cardíaco", afirmou Padilha.

Veja vídeo:

Assistir vídeo:

A Itatiaia procurou a assessoria do deputado Nikolas Ferreira, mas, até o momento, não tivemos retorno.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.

 

 

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