Lula volta a chamar a família Bolsonaro de 'traidores' após carta de Flávio aos EUA
Filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou uma carta pedindo que a gestão de Donald Trump suspenda a imposição de tarifas até as eleições de outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar a família Bolsonaro, nesta quinta-feira (2), pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos. Em uma publicação no X (ex-twitter), o petista disse que o documento enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca sobre o tarifaço deixa claro que o clã quer “submeter o Brasil aos interesses” dos americanos.
No caso, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou uma carta pedindo que a gestão de Donald Trump suspenda a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, uma vez que “proporcionaram ao atual governo exatamente a vitória política que ele vem arquitetando”. O senador e pré-candidato à Presidência pede que a medida seja adiada até depois das eleições de outubro.
Segundo Lula, as justificativas de Flávio seria uma “atitude de traidores da pátria”, uma vez que não há justificativas para o tarifaço agora ou depois do pleito presidencial. “O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros”, escreveu o petista.
Lula também defendeu a manutenção do Mercosul, afirmando que seu fim seria um “ataque ao interesse do povo brasileiro”, e disse que o país não vai abrir mão do Pix. “Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros”, completou.
Em manifestação por escrito encaminhada nesta quarta-feira (1º) ao USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apresentou uma defesa final do governo do presidente Lula no processo que pode culminar na aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos.
O USTR pretende concluir no dia 15 a investigação contra o Brasil no âmbito da Seção 301, que acusa o país de práticas desleais de comércio, com pontos como o uso do Pix, corrupção, desmatamento e fragilidades na proteção de propriedade intelectual.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



