Comissão da ALMG apura paradeiro do acervo do Palácio das Mangabeiras
Durante a fiscalização nesta quinta-feira (2), os parlamentares encontraram apenas uma mesa de centro, duas poltronas, um sofá e um piano no imóvel.

Uma visita técnica realizada pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quinta-feira (2), constatou a ausência de grande parte do mobiliário e do acervo histórico do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores mineiros.
Durante a fiscalização, os parlamentares encontraram apenas uma mesa de centro, duas poltronas, um sofá e um piano no imóvel.
O objetivo da agenda, que incluiu uma reunião na sede da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), foi apurar o destino de centenas de itens, incluindo obras de arte, utensílios e móveis. Segundo o deputado Leleco Pimentel (PT), autor do requerimento, a iniciativa busca esclarecer o paradeiro do patrimônio público após a mudança de finalidade do prédio.
De residência oficial a espaço de eventos
Inaugurado em 1955, o Palácio das Mangabeiras abrigou 17 governadores mineiros. Em 2019, o imóvel deixou de ser moradia oficial e passou a ser gerido pela Codemge para fins culturais e turísticos. Atualmente, o local é administrado por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e utilizado para a realização de eventos públicos e privados.
João Grilo, representante da atual gestão do espaço, informou à comissão que, em 2019, a maioria dos bens, como talheres, louças e enxovais, já havia sido retirada. Na ocasião, restavam apenas lustres e a mesa do governador, que foram removidos posteriormente.
O deputado Leleco Pimentel também apontou uma descaracterização da estrutura, citando o desmonte da cozinha e da antiga sala de cinema projetada no governo de Juscelino Kubitschek.
Divergências sobre o paradeiro do acervo
A localização exata das peças permanece incerta. Em junho deste ano, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas José de Oliveira, afirmou que 44 obras de arte estariam sob a guarda da Polícia Militar e outras 187 peças com a Codemge. No entanto, representantes da companhia não confirmaram essas informações durante a visita desta quinta-feira.
A empresa se comprometeu a apresentar à Comissão de Cultura, até o dia 16 de julho, um inventário detalhado com a documentação referente ao acervo sob sua responsabilidade.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



