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A disputa entre Flávio e Lula no debate do tarifaço

Enquanto Flávio enviou carta aos EUA, ministro brasileiro afirma que se reuniu com americanos

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Donald Trump e Lula (PT). • Andressa Anholete / Agência Senado | Official White House Photo by Daniel Torok | Ricardo Stuckert / PR.

Apesar de o governo brasileiro ter confirmado nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, algumas fontes na própria estrutura governamental afirmam que não há uma nova reunião marcada.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, diz o contrário. Ele se reuniu com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer e anunciou que dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana. A expectativa dele é que haja consenso antes do previsto.

O prazo de defesa do Brasil contra as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros termina no dia 15 de julho e, segundo fontes da coluna no governo, não há reunião uma nova marcada o Ministério do Desenvolvimento e Industria (MDIC) e o Escritório de Comércio Exterior dos Estados Unidos (USTR).

Está prevista audiência pública do USTR na próxima segunda (6) e terça-feira (7), mas o governo não vai participar, sob o entendimento de que é uma reunião para o setor privado. O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, se inscreveu para argumentar e enviou uma carta aos EUA pedindo que retrocedam em relação à tarifa.

Entre os governistas, há uma leitura de que os Estados Unidos vão recuar porque há diálogo e porque o tarifaço é comercialmente ruim para setores da economia americana. Na pré-campanha de Lula, o temor é que Flávio tenha recebido alguma informação privilegiada sobre o assunto e capitalize eleitoralmente com o resultado.

Apesar do otimismo de parte da base em relação a mais um recuo americano no tarifaço, fontes do governo afirmam que a relação institucional não é das melhores que o julgamento das Big Techs no Supremo Tribunal Federal piora tudo.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.