Líder de acampamento de atos golpistas em quartel de BH é preso pelo ICE nos EUA
Esdras Jônatas dos Santos está sob custódia do ICE na Flórida e é alvo de mandado de prisão no Brasil

Foi preso pela Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), o empresário mineiro Esdras Jônatas dos Santos, que ficou conhecido por ter chorado durante os atos golpistas em uma ação que desmobilizou o acampamento feito na época na porta do quartel da 4ª Região Militar, de Belo Horizonte. Esdras é investigado por envolvimento com os atos golpistas que resultaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023, e foi preso nessa quinta-feira (8).
O ICE confirmou que o empresário brasileiro está sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos. De acordo com o sistema de localização de detentos do órgão, Esdras está preso na Flórida.
Ainda segundo o site, o caso é acompanhado por um escritório do ICE com base em Miami, responsável por processos relacionados à imigração.
Ele é alvo de dois mandados de prisão no Brasil e é investigado por liderar as manifestações golpistas em Minas Gerais, após as eleições de 2022. Um deles está relacionado a agressões contra jornalistas registradas no dia 6 de janeiro de 2023, enquanto o outro se refere à participação nos atos golpistas.
Esdras dos Santos deixou o Brasil no dia 10 de janeiro. O voo de Esdras seguiu para o Panamá, por escala, tendo como destino final Miami, nos Estados Unidos. Dois parentes do empresário também embarcaram.
Esdras se tornou conhecido nacionalmente ao transmitir pelas redes sociais, no dia 6 de janeiro, a ação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para desmobilizar o acampamento em frente ao quartel da 4ª Região Militar.
Depois da operação, Esdras chegou a acionar a Justiça para manter o acampamento e a manifestação no local. A Justiça em primeira instância deferiu o pedido, mas um recurso da Procuradoria de BH ao Supremo fez com que Esdras fosse impedido de retornar ao protesto e ainda pagasse multa.
Na época, Supremo Tribunal Federal, cancelou o passaporte de Esdras, mas o mineiro já estava em Miami. Ele teve as contas bancárias bloqueadas, os passaportes cancelados e está proibido de usar as redes sociais.
A prisão do empresário mineiro ocorreu após denúncias feitas por um advogado que atua na defesa de outros investigados pelos atos golpistas do 8 de janeiro.
Segundo informações, o advogado Mariel Marra comunicou o caso às autoridades americanas, incluindo o ICE, o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) e representações diplomáticas brasileiras, como embaixadas e consulados ligados ao Itamaraty. De acordo com o advogado, a intenção da denúncia foi impedir que Esdras obtivesse asilo político no país. Ele também informou que pretende comunicar às autoridades americanas que o empresário possui um mandado de prisão em aberto no Brasil.
Ainda conforme a defesa, o empresário é considerado foragido da Justiça brasileira e não haveria, segundo o advogado, motivação de perseguição política no caso.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



