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Marília diz que aliança com Áurea Carolina depende de negociação do PT em Minas

Apesar de expressar admiração pela ex-deputada federal, a ex-prefeita de Contagem evitou tirar conclusões e deixou a condução de eventuais alianças para o partido

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Minas Gerais tem duas cadeiras abertas para a disputa ao Senado neste ano. • Reprodução / Redes Sociais,

A pré-candidata do PT ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos, afirmou que uma eventual "dobradinha" com a também pré-candidata do PSOL à Casa Alta do Congresso, Áurea Carolina, dependerá de um "processo de negociação", que passa pela decisão final do Partido dos Trabalhadores sobre a candidatura ao governo estadual.

Apesar de expressar admiração pela ex-deputada federal, a ex-prefeita de Contagem evitou tirar conclusões durante uma passagem por Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (30), e deixou a condução de eventuais alianças a cargo do partido. "A companheira Áurea Carolina é uma pessoa que estimo muito, não só pessoalmente, mas também por sua trajetória política de militância e comprometimento. Mas esse processo de condução de alianças e de composição da chapa é uma decisão do partido, que vai depender muito da estratégia", disse.

A principal opção do presidente Lula (PT) para disputar o governo de Minas Gerais era, até então, o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que, no entanto, não irá concorrer ao Palácio Tiradentes. Com a ausência de um nome, uma ala da sigla passou a defender uma candidatura própria, colocando Marília Campos como uma das alternativas.

A ex-prefeita se reuniu no último domingo (28) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com a presidente do diretório estadual do partido, Leninha, para discutir o assunto. No encontro, ambos transmitiram à petista um recado de Lula, que gostaria de vê-la como pré-candidata ao governo de Minas.

Ela, no entanto, defende que o partido apoie outros nomes. Entre as alternativas apresentadas pela ex-prefeita estão o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB). "Uma coisa vai ser se o PT for com uma chapa, o PT e a Federação. Outra coisa vai ser a ampliação para o PSB e para o MDB, que vai depender muito de um processo de negociação. Temos que aguardar, por enquanto", afirmou Marília.

Para reportagem, Áurea Carolina disse defender uma "dobradinha ganha-ganha" com a ex-prefeita para "levar a força de duas mulheres progressistas ao Senado". "Espero que os partidos de esquerda caminhem unidos para garantir a reeleição do presidente Lula e eleger uma alternativa progressista ao governo Zema em Minas Gerais", afirmou para a Itatiaia.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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