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Justiça determina que fiscais devolvam R$ 59,1 milhões à União 21 anos após escândalo do propinoduto

Auditores fiscais cobravam propina de empresários e depositavam o dinheiro em contas bancárias na Suíça; escândalo foi descoberto em 2003

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O escândalo do propinoduto — ou máfia dos fiscais — ocorreu durante o governo de Anthony Garotinho no Rio de Janeiro entre 1999 e 2002 • José Cruz | Agência Brasil

Três auditores fiscais condenados pelo escândalo do propinoduto, descoberto há 21 anos, serão obrigados a restituir aos cofres públicos R$ 59,1 milhões depositados em contas bancárias na Suíça, a partir de decisão do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2).

O parecer contraria determinação anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que apontou a prescrição no escândalo, mas acata pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), autora ação de ressarcimento para recuperar a quantia milionária obtida pelo trio de auditores ligados à Receita Federal e à Receita do Rio de Janeiro.

O escândalo do propinoduto — ou máfia dos fiscais — ocorreu durante o governo de Anthony Garotinho no Rio de Janeiro entre 1999 e 2002, sendo tratado como um dos maiores esquemas de corrupção da época. Os fiscais que participaram da máfia perdoavam as dívidas de empresários em troca de propina, e o dinheiro, em seguida, era remetido à Suíça.

As investigações começaram após autoridades suíças acionarem o governo brasileiro diante das movimentações suspeitas. À época, 22 pessoas foram condenadas na Justiça Federal do Rio de Janeiro, e 12 acabaram presas. Os réus receberam penas de até 17 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.