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Jaques Wagner levou amiga da neta e sua mãe para show de Taylor Swift, revela a PF

A empresa Reag arcou com a compra de cinco ingressos que custaram pouco mais de R$ 66 mil

Por e Brasília
Jaques Wagner comentou sobre aprovação do nome de Cristiano Zanin na CCJ do Senado
Jaques Wagner (PT) está otimista com a aprovação de Messias no Senado • Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Reag, empresa apontada pela Polícia Federal (PF) como ligada à estrutura do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, gastou pouco mais de R$ 66 mil na compra de ingressos para um show da cantora Taylor Swift que teriam sido destinados a familiares do senador Jaques Wagner (PT-BA). Entre os beneficiários, segundo a investigação, estavam a família do parlamentar, uma amiga de sua neta e a mãe dela.

As informações constam em conversas encontradas pela PF e encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), tornadas públicas na quinta-feira (30). De acordo com os investigadores, cinco ingressos foram solicitados à Reag, administrada por João Carlos Mansur, por intermédio de Augusto Lima, ex-sócio do extinto Banco Master.

A aquisição desses ingressos integra o conjunto de compras investigadas na Operação Quasar. Segundo a PF, a Reag adquiriu, ao todo, 66 entradas para o espetáculo.

Inicialmente, teriam sido solicitados quatro ingressos. Próximo à data do evento, porém, a conversa mostra que Jaques Wagner pediu mais duas entradas para incluir uma amiga da neta e a mãe dela. As conversas indicam que os ingressos foram entregues por uma secretária da Reag aos destinatários.

Os diálogos entre a funcionária da empresa, Augusto Lima e João Carlos Mansur mostram a preocupação em confirmar a compra e a entrega das entradas. No dia do show, segundo a investigação, Jaques Wagner voltou a cobrar os ingressos.

Ainda de acordo com a PF, uma pessoa ligada à Reag pediu o endereço onde a família do senador estava hospedada para enviar um presente preparado pela empresa. O conteúdo e o valor do item não foram identificados pelos investigadores.

“O valor do presente não foi identificado nos documentos analisados, mas chama a atenção o fato de que, embora as tratativas estivessem ocorrendo entre Augusto Lima e Ricardo Mansur por meio de uma funcionária da Reag, o presente seria entregue em razão da vinculação de Jaques Wagner com o Banco Master”, afirma o relatório da Polícia Federal.

Defesa do senador

Diante da divulgação dos diálogos interceptados pela PF, o senador soltou nota, nesta sexta-feira (31), afirmando que é inocente e vai provar. Lembrou, ainda, um caso em que seu nome esteve envolvido no desvio de dinheiro da reconstrução e gestão da Arena Fonte Viva, localizada em Salvador (BA). Leia o texto na íntegra.

“Tenho certeza de que vou provar minha inocência”, diz Wagner sobre Master
O senador relembrou que, em 2018, também em ano eleitoral, ocorreu episódio semelhante no qual acabou inocentado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou ter “certeza de que vai provar sua inocência” em meio às investigações que ligam seu nome ao Banco Master. Em entrevista à Rádio Baiana FM, nesta sexta-feira (31), Wagner reiterou que está “tranquilo” e que seu foco está voltado para as eleições de outubro. “O inquérito evidentemente demora um tempo. Agora, estou de olho na eleição, temos dois meses para ela acontecer, e sábado vai ser a nossa convenção com a presença do Lula”, disse.

Wagner lembrou que episódio semelhante ocorreu em 2018, também em ano eleitoral, quando foi candidato ao Senado Federal pela primeira vez. “Na época, era sobre a Fonte Nova. Abriram o inquérito, fizeram aquele barulho e, depois, eu não fui nem indiciado. Foi arquivado o processo, mas é óbvio que fica o prejuízo”, reconheceu o senador.

Durante a conversa, o senador citou uma frase do próprio ministro André Mendonça, na qual ele afirma que a investigação pode confirmar ou afastar hipóteses investigativas. Wagner pontuou também que as instituições responsáveis precisam ter liberdade para atuar. “A Polícia Federal que faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie e o magistrado vai julgar. Como diz o presidente Lula, ‘Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo’ - eu sei o que eu fiz e estou tranquilo”, finalizou.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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