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Jaques Wagner diz que provará inocência e minimiza investigação sobre Banco Master

Senador afirma estar tranquilo, compara caso a investigação arquivada em 2018 e diz que foco está nas eleições de outubro

PorBrasília
O senador Jaques Wagner (PT-BA)
O senador Jaques Wagner (PT-BA). • Carlos Moura/Agência Senado.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31) que está confiante de que conseguirá comprovar sua inocência nas investigações que apuram sua relação com o Banco Master. O parlamentar disse estar tranquilo diante do inquérito e afirmou que sua prioridade, neste momento, é a disputa eleitoral de outubro.

"Tenho certeza de que vou provar minha inocência. O inquérito evidentemente demora um tempo. Agora, estou de olho na eleição, temos dois meses para ela acontecer, e sábado vai ser a nossa convenção com a presença do Lula", declarou.

As declarações acontecem após a divulgação de novos relatórios da Polícia Federal enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos citam suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens indevidas em troca de atuação em temas de interesse da instituição financeira. A defesa do parlamentar nega qualquer irregularidade.

Por meio de nota, a defesa de Wagner comparou a atual investigação a um episódio ocorrido em 2018, quando ele disputou uma vaga no Senado. Na ocasião, o parlamentar foi investigado em um caso relacionado à Arena Fonte Nova, mas ressaltou que o inquérito acabou arquivado sem indiciamento.

"Na época, era sobre a Fonte Nova. Abriram o inquérito, fizeram aquele barulho e, depois, eu não fui nem indiciado. Foi arquivado o processo, mas é óbvio que fica o prejuízo", afirmou.

O senador também destacou que as instituições responsáveis pela investigação devem atuar com independência. Segundo ele, cabe à Polícia Federal conduzir as apurações, ao Ministério Público analisar os elementos reunidos e ao Judiciário decidir sobre o caso.

Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o avanço das investigações envolvendo Jaques Wagner e outras figuras ligadas ao Palácio do Planalto pode ampliar a pressão política sobre o Executivo em um momento de preparação para a campanha eleitoral. Enquanto isso, o senador afirma que continuará concentrado na agenda política e na organização da convenção partidária marcada para este fim de semana.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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