Haddad rebate críticas sobre IOF e diz que não tem o direito de romper com Hugo Motta
Ministro da Fazenda afirmou que não vai se antecipar à decisão do STF e criticou elite econômica por tentar distorcer debate: “1% não quer pagar nem o que os 99% pagam”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (8) que deve se encontrar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda nesta semana, para debater a crise causada pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad afirmou que não tem o direito de manter uma relação estremecida com Motta. Ele rebateu, no entanto, as críticas de que o governo tenta transformar a pauta em uma disputa de “nós contra eles”.
“Não é razoável que 1% da população faça esse inferno na internet, dizendo que nós estamos colocando ‘nós contra eles’. ‘Nós’ quem? 99% contra 1%? Como assim? E contra por quê? Se eles não pagam nem o que nós pagamos. Se eles pagassem pelo menos o que nós pagamos, os 99%, tava de boa. Mas esse 1% não quer pagar nem o que os 99% pagam. Então a pergunta é: é ‘nós contra eles’ ou ‘eles contra nós’?“, questionou.Questionado se pretende adotar outras medidas para compensar a derrubada do IOF, Haddad disse que não irá se antecipar à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso.
O ministro também afirmou que a inflação deste ano deve ultrapassar novamente o teto da meta, de 4,5%, mas acredita que, em 2025, o IPCA deve voltar a ficar dentro dos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional.
Haddad se esquivou ainda de comentar se disputará ou não as eleições no ano que vem e afirmou que nunca conversou sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



