Itatiaia

TSE manda Meta preservar dados de perfis que miraram Flávio Bolsonaro

Decisão do ministro Nunes Marques atende a pedido do PL e busca garantir provas sobre suposta rede de perfis que impulsionou anúncios contra o candidato à Presidência

PorBrasília
Nunes Marques manda Meta preservar dados de perfis que atacaram Flávio Bolsonaro.
Nunes Marques manda Meta preservar dados de perfis que atacaram Flávio Bolsonaro. • TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados de perfis apontados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) como responsáveis por impulsionar conteúdos contra o candidato à Presidência da República nas redes sociais. 

A medida atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL), que afirma ter identificado uma suposta rede de perfis com poucos seguidores, mas que teria investido altos valores em anúncios patrocinados contra Flávio Bolsonaro. Segundo a campanha, algumas contas com cerca de 20 a 30 seguidores chegaram a gastar aproximadamente R$ 200 mil, individualmente, em impulsionamentos.

De acordo com os advogados da campanha, os pagamentos teriam sido feitos em diferentes moedas, incluindo reais, dólares e pesos colombianos. A defesa sustenta que as contas seriam temporárias, criadas para divulgar conteúdo patrocinado e posteriormente excluídas, dificultando a identificação dos responsáveis.

Na representação encaminhada ao TSE, o PL afirma ter identificado 51 páginas com essas características. Segundo o partido, elas publicaram 4.607 anúncios patrocinados entre março e o fim de junho, alcançando cerca de 250 milhões de visualizações. A legenda classifica a estrutura como uma espécie de "milícia digital" formada por perfis falsos e pede a identificação dos financiadores da operação.

A decisão de Kassio Nunes Marques não determina a retirada das contas do ar nem a quebra de sigilo dos dados. Neste momento, o ministro apenas ordenou que a Meta preserve as informações dos perfis, medida considerada importante para garantir eventual produção de provas no decorrer da investigação.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

Belo Horizonte