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Haddad contesta alíquota proposta por municípios para reoneração, mas, indica avanço na negociação

Entidades municipalistas estiveram em Brasília nessa segunda-feira (13) e propuseram escalonamento da alíquota de 8% neste ano para 14% em 2027

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Ministro Fernando Haddad afirmou nesta terça-feira (14) que "as contas não fecham" com alíquota de 14% • Diogo Zacarias | Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contestou nesta terça-feira (14) uma das propostas apresentadas pelas entidades municipalistas em reunião com a equipe econômica do Governo Lula (PT) nessa segunda-feira (13). Ele argumentou que a sugestão de escalonar a alíquota sobre a dívida previdenciária municipal dos atuais 8% para 14% em 2027 não é razoável. “As contas não fecham”, rejeitou Haddad.

Entretanto, o ministro ponderou que outras propostas apresentadas na reunião com a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) são plausíveis e serão apresentadas ainda nesta terça à tarde ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em encontro no Palácio do Planalto.

O Governo Lula recorreu à Advocacia-Geral da União (AGU) para barrar a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). No mês passado, o ministro Cristiano Zanin acatou a argumentação da equipe econômica do Planalto e determinou a suspensão dessa lei promulgada pelo Congresso.

Na última sexta-feira (10), Haddad apresentou uma contraproposta para os 17 setores afetados pela suspensão da lei. E a perspectiva é que o ministro entregue também uma solução às entidades municipalistas até a próxima segunda-feira (20). Após a data, conforme decisão do STF, os municípios voltam a pagar 20% de impostos sobre a folha de pagamento — se não houver, claro, uma nova negociação firmada com o governo. “Vamos prosperar nas negociações nesta semana”, garantiu Haddad. “Lembrando que, desde outubro do ano passado, nós entendemos que a renúncia de receitas previdenciárias é inconstitucional”, ponderou.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.