Itatiaia

Governo Lula retoma agenda junto ao Congresso após as eleições

Uma semana após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, o governo intensifica suas articulações no Congresso Nacional para acelerar a aprovação de pautas prioritárias, incluindo a PEC da Segurança Pública, e a indicação para o STF

Por
Lula se reúne com Alcolumbre e Motta para discutir pautas prioritárias do governo no Congresso.
Lula e os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) • Foto: Ricardo Stuckert.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica esforços no Congresso Nacional para aprovar pautas prioritárias a partir desta segunda-feira (2). A iniciativa ocorre uma semana após sua vitória nas urnas, buscando acelerar a tramitação antes da renovação do Legislativo, que promete fortalecer a oposição.

Os articuladores do governo voltam a atuar para garantir o avanço das propostas de seu interesse. A primeira tarefa dos auxiliares do presidente no Palácio do Planalto e das lideranças no Congresso é a aprovação, no Senado, da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública.

O impasse reside na tentativa da oposição de emplacar a redução da maioridade penal na PEC – o que levou a votação da proposta na Casa Alta a ser retirada de pauta em 15 de outubro, às vésperas da eleição.

Articuladores do governo ainda aconselham Lula a enviar, ainda neste ano, um nome para a cadeira do STF (Supremo Tribunal Federal) deixada por Luís Roberto Barroso. O entorno do presidente pede uma indicação "segura".

Após ser reeleito, Lula sinalizou a aliados próximos o desejo de insistir na indicação do AGU (advogado-geral da União), Jorge Messias, para a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

Segundo articuladores, contudo, o nome de Messias segue não pacificado junto ao Senado Federal. Diante do cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto pedem um nome que tenha a aceitação de Alcolumbre e das lideranças da Casa.

O nome favorito dessa ala é o de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

Ainda deve haver esforço da gestão federal para aprovar, com a composição atual do Congresso, o marco da IA (inteligência artificial) – que já passou pelo Senado e precisa ser chancelado pela Câmara – e a regulamentação concorrencial das big techs.

Lula ainda precisa aprovar o PLOA (projeto de lei orçamentária anual) para 2027. O texto já foi enviado ao Congresso, mas precisa de ajustes após o pacote de "bondades" prometido pelo presidente durante as eleições.

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte