'Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz', afirma Flávio Bolsonaro após fugir do Brasil
Em publicação nas redes sociais, senador criticou medidas judiciais após visitar Jair Bolsonaro e afirmou que não mudaria suas atitudes durante a campanha eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, afirmou neste domingo (1º) que não se arrepende de nenhuma atitude durante a campanha eleitoral. Em publicação nas redes sociais, ele voltou a criticar as medidas judiciais determinadas contra ele após a derrota nas urnas e classificou os episódios como perseguição.
Flávio também reclamou da intimação para entregar o passaporte, recebida após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o senador, a decisão judicial foi tomada apenas sete minutos depois do anúncio do resultado das eleições.
"Não saí do Brasil, saí pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições, já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras", escreveu.
NOTA AO BRASIL Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação. Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial. Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026
Na publicação, o senador também relatou como recebeu a intimação. Segundo ele, o documento foi entregue em via pública, 12 horas depois da decisão e quando deixava a residência do pai. Flávio afirmou que a situação ocorreu diante de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como um homem com comorbidades e condenado a mais de 27 anos de prisão, embora, na avaliação do senador, não tenha cometido crimes.
O parlamentar também mencionou a distância entre o ex-presidente e outro filho, que, segundo ele, não o vê há mais de um ano e meio. Flávio classificou as medidas judiciais como ilegais e arbitrárias.
Flávio Bolsonaro critica decisões judiciais
Na manifestação, o senador questionou a condução dos procedimentos e afirmou que os episódios não representam democracia nem um processo judicial justo e imparcial. "Isso não é democracia e está longe de ser um processo judicial justo e imparcial", declarou.
Flávio também fez críticas ao que chamou de "sistema" e afirmou que está em um país onde pode manifestar livremente suas opiniões. Para sustentar a crítica, mencionou uma operação policial que, segundo ele, teria ocorrido na residência de outro investigado. No entanto, o senador não foi alvo de mandado de busca e apreensão.
Ao encerrar a publicação, Flávio reafirmou que não se arrepende de suas ações durante a campanha e citou uma declaração atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, feita em 7 de agosto de 2016, quando ele atuava como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato.
"Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos'", escreveu o senador.
Leia a nota na íntegra:
"NOTA AO BRASIL
Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.
Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro.
Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.
Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você.
Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil."
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