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'Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz', afirma Flávio Bolsonaro após fugir do Brasil

Em publicação nas redes sociais, senador criticou medidas judiciais após visitar Jair Bolsonaro e afirmou que não mudaria suas atitudes durante a campanha eleitoral

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Flávio Bolsonaro chega aos EUA após fugir do Brasil
Flávio Bolsonaro chega aos EUA após fugir do Brasil • Foto por RICARDO ARDUENGO / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, afirmou neste domingo (1º) que não se arrepende de nenhuma atitude durante a campanha eleitoral. Em publicação nas redes sociais, ele voltou a criticar as medidas judiciais determinadas contra ele após a derrota nas urnas e classificou os episódios como perseguição.

Flávio também reclamou da intimação para entregar o passaporte, recebida após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o senador, a decisão judicial foi tomada apenas sete minutos depois do anúncio do resultado das eleições.

"Não saí do Brasil, saí pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições, já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras", escreveu.

Na publicação, o senador também relatou como recebeu a intimação. Segundo ele, o documento foi entregue em via pública, 12 horas depois da decisão e quando deixava a residência do pai. Flávio afirmou que a situação ocorreu diante de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como um homem com comorbidades e condenado a mais de 27 anos de prisão, embora, na avaliação do senador, não tenha cometido crimes.

O parlamentar também mencionou a distância entre o ex-presidente e outro filho, que, segundo ele, não o vê há mais de um ano e meio. Flávio classificou as medidas judiciais como ilegais e arbitrárias.

Flávio Bolsonaro critica decisões judiciais

Na manifestação, o senador questionou a condução dos procedimentos e afirmou que os episódios não representam democracia nem um processo judicial justo e imparcial. "Isso não é democracia e está longe de ser um processo judicial justo e imparcial", declarou.

Flávio também fez críticas ao que chamou de "sistema" e afirmou que está em um país onde pode manifestar livremente suas opiniões. Para sustentar a crítica, mencionou uma operação policial que, segundo ele, teria ocorrido na residência de outro investigado. No entanto, o senador não foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Ao encerrar a publicação, Flávio reafirmou que não se arrepende de suas ações durante a campanha e citou uma declaração atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, feita em 7 de agosto de 2016, quando ele atuava como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato.

"Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos'", escreveu o senador.

Leia a nota na íntegra:

"NOTA AO BRASIL

Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.

Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro.

Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.

Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você.

Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil."

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