Flávio Bolsonaro declara apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado
Em live nos Estados Unidos, senador pede mobilização de apoiadores pela eleição de Marinho e aponta o Congresso como principal frente de oposição a Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. Em uma live nas redes sociais nesta sexta-feira (30), Flávio pediu que seus apoiadores pressionem os parlamentares eleitos para que votem no aliado. Segundo ele, o Congresso Nacional, especialmente o Senado, será a principal frente de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu quero pedir que fiquem firmes. A nossa trincheira será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal, e a pessoa que vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado. Vamos cobrar os senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho”, afirmou.
Na avaliação de Flávio, a escolha de Marinho seria uma forma de criar resistência ao governo federal. “É a única forma para ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instaurar no país”, declarou. Durante a live, o senador também demonstrou confiança em uma mudança no cenário político e afirmou acreditar que o presidente Lula perderá o cargo antes do que muitos imaginam. “Acredito que o presidente vai derrubar antes que muita gente imagina”, disse.
Flávio diz que deixou o Brasil por decisão familiar
A manifestação ocorre dois dias depois de Flávio chegar a Miami, nos Estados Unidos, acompanhado da mulher e das duas filhas. O senador deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), após passar o dia em uma fazenda na região de Foz do Iguaçu, no Paraná. De lá, cruzou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos.
A viagem foi cercada de informações divergentes sobre seu paradeiro. A Polícia Federal informou que não encontrou registro oficial de saída do senador pelos postos brasileiros de controle migratório. Além disso, o deslocamento ocorreu no contexto de uma determinação judicial relacionada aos documentos de viagem de Flávio.
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Na quarta-feira (28), já nos Estados Unidos, o parlamentar publicou uma carta na qual se declarou inicialmente “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, divulgou uma nova versão do documento, na qual substituiu a expressão por “líder do Brasil”. No texto, também acusou o processo eleitoral de fraude, sem apresentar provas. Na transmissão desta sexta-feira, Flávio afirmou que a decisão de deixar o país foi tomada em conjunto com a esposa e sem conhecimento de outras pessoas. Ele também negou que alguém tenha sido responsável pela viagem.
“Eu não vou sair do Brasil, eu saí pelo Brasil. Então vamos ficar fortes, vamos continuar unidos mais do que nunca. Com relação à minha saída, estou vendo muita coisa sendo dita, e eu tomei a decisão junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse. Não apontem o dedo para ninguém, não tem ninguém que é responsável pela minha saída”, declarou.
O senador afirmou ainda que pretende manter a atuação política mesmo fora do território brasileiro. Segundo ele, a distância permitirá que tenha uma participação mais ativa no debate público. “Vou poder ser uma voz um pouco mais ativa de todos vocês e podendo falar muita coisa que eu não poderia aí, porque seria mais perseguido”, disse.
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Senador critica cenário econômico e fala em nova candidatura
Flávio também fez críticas à situação econômica do país e afirmou que a economia será o principal fator de desgaste da administração Lula. Na avaliação dele, o cenário atual é pior do que o enfrentado pelo governo de Dilma Rousseff (PT) em 2015. O parlamentar voltou a questionar a segurança do sistema eleitoral e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele não apresentou elementos que comprovem as suspeitas levantadas sobre as eleições.
“Enquanto não tivermos mais camadas de segurança nas eleições, elas vão continuar ocorrendo diante do manto da desconfiança. Fico triste de ver meu adversário jogando fora da lei eleitoral e nada acontecendo”, afirmou. Ao comentar a atuação das instituições, Flávio disse ter dificuldade em acreditar que medidas efetivas possam ser adotadas para garantir o cumprimento das leis. Para ele, a resposta da oposição deve ser a união em torno do Congresso Nacional.
“Estou firme e forte e não vou abaixar a cabeça”, declarou. O senador também não descartou disputar novamente a Presidência da República. Flávio foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições de 2026. O senador recebeu 48,2% dos votos válidos, o equivalente a 59.826.041 votos, enquanto o petista foi reeleito com 51,79%, ou 64.256.232 votos.
“Se for preciso disputar a Presidência da República novamente, os quase 60 milhões de votos que me deram significam demais. É uma honra ser tão bem votado assim, com eleitores reais. Isso me dá muita força e muita consciência, ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar para salvar o nosso país e disputar mais uma eleição”, afirmou.
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