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Assessor de Trump teria providenciado jato para Flávio Bolsonaro ir aos EUA, publica jornal

New York Times pontuou que plano de fuga foi discutido entre Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio, e Jason Miller, assessor de Donald Trump, na segunda-feira (26)

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Flávio Bolsonaro chega aos EUA após fugir do Brasil
Flávio Bolsonaro chega aos EUA após fugir do Brasil • Foto por RICARDO ARDUENGO / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, teria recebido ajuda do governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, para chegar ao país na manhã da última quarta-feira (28). Segundo reportagem publicada pelo New York Times (NYT), nesta quinta-feira (29), o jato particular em que Flávio e a família dele desembarcou em Miami, na Flórida, foi providenciado por um funcionário da Casa Branca.

O plano foi discutido entre Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio, e Jason Miller, assessor de Donald Trump, na segunda-feira (26), "depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte", pontua a reportagem do NYT.

Flávio, a esposa dele, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas, viajaram na noite de terça-feira (27), com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento e, então, decolou para Miami. As informações divulgadas pelo NYT citam uma fonte "a par da logística" em anonimato.

Ao desembarcarem nos Estados Unidos, um registro público do governo sugere que Flávio apresentou um passaporte diplomático brasileiro cancelado. Mais tarde na terça-feira (27), o Departamento de Estado afirmou que pretendia emitir vistos para Flávio e a família dele. Ele entrou no país por meio de um registro de liberdade condicional humanitária, autorizando a permanência dele e dos familiares por um ano.

Ainda segundo a reportagem do New York Times, espera-se que o candidato derrotado solicite o status de residente permanente nos EUA, conhecido como green card. O pedido seria processado rapidamente, assim como ocorreu antes com o irmão mais novo dele, Eduardo Bolsonaro, que mora no Texas atualmente.

O presidente Donald Trump fez declarações, mais uma vez, sobre as eleições brasileiras nesta quinta-feira (29). Ele classificou o pleito como uma "vergonha", mas alegou não ter tomado partido após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que não se intrometesse na votação.

Carta de Flávio na imprensa internacional

Na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que afirma ser o "líder do Brasil". O texto foi amplamente repercutido na imprensa internacional.

O candidato derrotado à Presidência da República alegou novamente, sem apresentar provas, que houve fraude no segundo turno da eleição, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e agradeceu a Donald Trump, por abrigar a família dele no país.

Três versões diferentes do documento foram divulgadas por aliados e pelo senador. A primeira trazia o brasão antigo e se referia ao país como "Estados Unidos do Brazil".

Depois, uma segunda versão, com o mesmo texto da anterior, substituiu o símbolo pelo atual e com o nome correto, "República Federativa do Brasil".

Nas duas primeiras versões da carta, Flávio Bolsonaro se apresenta como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". No entanto, o candidato derrotado à Presidência da República recuou e alegou ser o "líder" do país na edição final.

O jornal New York Times escreveu que a ajuda do governo estadunidense a Flávio pode "agravar as tensões" entre Donald Trump e Lula. Já o Guardian, do Reino Unido, afirmou que os principais jornais brasileiros descreveram a carta de Flávio como "golpista".

Confira, abaixo, as principais manchetes:

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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