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Vídeo: Rússia testa míssil nuclear intercontinental disparado por submarino

Míssil RSM-56 Bulava tem um alcance de 8,3 km e atravessou todo o território russo; teste acontece em momento de tensões entre a Rússia e a Europa, por conta da guerra na Ucrânia

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Lançamento deste do míssil balístico nuclear intercontinental Bulava a partir de um submarino nuclear submerso
Lançamento deste do míssil balístico nuclear intercontinental Bulava a partir de um submarino nuclear submerso • Ministério da Defesa da Rússia

A Rússia realizou o teste de um míssil balístico intercontinental nuclear nesta semana. A atividade bélica foi divulgada pelo Ministério da Defesa, informando que disparou um míssil RSM-56 Bulava a partir de um submarino nuclear Generalissimo Suvorov localizado no mar de Okhotsk.

O projétil viajou uma distância de cerca de 8,3 mil km, atravessando quase todo o território russo, e caiu em uma área de testes no estado de Arkhangelsk, no noroeste do país. A pasta não afirmou se o míssil estava carregado com uma ogiva nuclear — o que em caso positivo, seria em comum em testes como esse, que costumam utilizar apenas uma ogiva comum.

O míssil RSM-56 Bulava tem um alcance de 8,3 km e capacidade para carregar uma ogiva nuclear de focos múltiplos e com capacidade de gerar explosão 10 vezes mais poderosa que a Little Boy, usada pelos Estados Unidos em Hiroshima. Um submarino russo da classe Borei, como o Generalissimo Suvorov, é capaz de carregar até 16 projéteis do tipo Bulava.

Um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa da Rússia registrou o momento do teste:

Tensões na Europa

O lançamento do míssil Bulava, que já foi testado em outras ocasiões, acontece em um momento de tensões entre a Rússia e a Europa, por conta da guerra na Ucrânia e de incidentes híbridos no continente europeu, como o drone de ataque no aeroporto de Leipzig, na Alemanha.

Também há temores de uma nova escalada da guerra no Irã, com a imprensa dos Estados Unidos divulgando que o governo de Donald Trump estaria planejando a retomada de amplos ataques contra o país persa.

No início do mês de outubro, a França testou um míssil balístico nuclear do tipo M51.3 no Mar do Norte, no que o presidente Emmanuel Macron chamou de "mensagem em alto e bom som".

Na semana passada, a Dinamarca comprou os primeiros mísseis de precisão de longo alcance para, segundo Copenhague, "reforçar suas defesas e aumentando o poder de combate em uma situação de segurança grave e em deterioração".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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