Entenda como vai funcionar o pente-fino no BPC e quem pode perder o benefício
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) garante um salário mínimo por mês para idosos maiores de 65 anos e pessoas com deficiência que atendam aos critérios de renda familiar

O pente-fino no Benefício de Prestação Continuada (BPC) para coibir fraudes e possíveis irregularidades começou nesta sexta-feira (26).
Pela manhã, os ministérios da Previdência e do Desenvolvimento Social publicaram as regras para o recadastramento dos beneficiários em uma portaria no Diário Oficial da União (DOU).
A revisão dos cadastros de quem recebe o BPC se aplicará àquelas pessoas que não estão inscritas no CadÚnico e que não atualizaram o cadastro no INSS nos últimos quatro anos. Os prazos para o regularizar a situação serão:
- 45 dias para municípios de pequeno porte;
- 90 dias para municípios de médio e grande porte ou metrópole com população acima de 50 mil habitantes.
O Governo Lula planeja revisar a lista de beneficiários do BPC para conter o aumento da despesa com o auxílio. As estimativas de gastos com o BPC cresceram R$ 6,4 bilhões no ano passado, com custo total de R$ 111,5 bilhões em 2023.
O impacto nas receitas com os gastos com aposentadorias e com o BPC levou o governo a bloquear R$ 15 bilhões nas despesas do orçamento na semana passada.
A expectativa do Planalto é que a revisão dos cadastros leve à redução das despesas.
O que é o BPC? O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é pago mensalmente às pessoas idosas com mais de 65 anos e às pessoas com deficiência de qualquer idade que atendam aos critérios de renda familiar — que deve ser igual ou menor que 1/4 do salário mínimo, cerca de R$ 353.
(Com informações de Pedro Nascimento)
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



