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Em reunião do G20 na ONU, Lula volta a defender taxação dos super-ricos

Segundo o presidente brasileiro, os recursos seriam direcionados para o enfrentamento da desigualdade e das mudanças climáticas

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O presidente Lula durante abertura da reunião ministerial do G20, na sede da ONU, em Nova York • Ricardo Stuckert / PR

Nova York* — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta quarta-feira (25) a taxação de super-ricos. Segundo ele, os recursos seriam direcionados para o enfrentamento da desigualdade e das mudanças climáticas.

Em discurso em uma reunião ministerial do G20 na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Lula também afirmou que a arquitetura financeira internacional precisa ser revista para favorecer os países do Sul Global.

"Quando o FMI e o Banco Mundial foram criados, suas juntas executivas tinham 12 assentos para um universo de 44 países. Atualmente, são 25 assentos para mais de 190 países. Se mantida a proporção original, essas juntas deveriam ter hoje pelo menos 52 cadeiras", disse.

O presidente criticou ainda a atual situação do comércio internacional. Segundo ele, a Organização Mundial do Comércio (OMC) está paralisada por causa de "interesses geopolíticos e econômicos".

"Reverter o novo impulso ao protecionismo, que prejudica desproporcionalmente os países em desenvolvimento, é essencial para garantir um comércio mais equitativo. Essas mudanças terão impacto limitado sem reformas efetivas", disse.

*enviada especial

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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