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Em quatro décadas, o STF teve apenas um ministro negro e três mulheres na Corte

Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, o presidente Lula (PT) terá direito a fazer a 11ª indicação ao Supremo

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O Movimento Brasil sem Drogas faz uma vigília em frente ao Supremo Tribunal Federal contra a descriminalização do porte de drogas para uso próprio. O movimento é formado por pessoas que pertencem a diversas religiões e, há pouco, realizaram uma cerim
Supremo Tribunal Federal (STF) • O Movimento Brasil sem Drogas faz vigília na Praça dos Três Poderes contra a descriminalização do porte e cultivo de da maconha (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Das 31 indicações feitas por oito presidentes da República para vagas no Supremo Tribunal Federal (STF), apenas três foram destinadas a mulheres: Ellen Gracie, Rosa Weber e Cármen Lúcia. Entre esses indicados, apenas um magistrado era negro: o ex-ministro Joaquim Barbosa.

O baixo nível de representatividade feminina e racial na Corte mostra que, desde a redemocratização do país, mais de 87% das cadeiras do Supremo foram ocupadas por homens brancos.

Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, o presidente Lula (PT) terá direito a fazer mais uma indicação. Cumprindo seu terceiro mandato, o petista é o chefe do Executivo que mais indicou magistrados para o STF.

Ao indicar o substituto de Barroso, Lula realizará sua 11ª nomeação.

Classe artística pede representatividade feminina no STF

Atualmente, a ministra Cármen Lúcia, de 71 anos, é a única mulher na Corte.

Entre as candidatas listadas pela organização estão Edilene Lobo, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2023; Flávia Martins Carvalho, juíza auxiliar do STF; e Lívia Sant'Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia (MPBA).

Favoritos de Lula

Apesar dos pedidos de organizações sociais e da classe artística, o favorito de Lula para a sucessão de Barroso é o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Além de Messias, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) também é cotado pelo presidente para a cadeira no Supremo.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.